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Mundo Reino Unido será o único país dentre os 7 mais ricos do mundo a entrar em recessão; a Rússia deve voltar a crescer

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De acordo com o FMI, a economia britânica vai encolher 0,6% neste ano. (Foto: Freepik/Divulgação)

O Reino Unido será o único país do G7 (grupo das economias mais avançadas) a entrar em recessão em 2023, com desempenho pior que o da Rússia, prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI). Mesmo em guerra e sob sanções, a economia russa deve encerrar o ano com leve crescimento, de 0,3%.

As estimativas constam no World Economic Outlook, relatório que o Fundo divulga de tempos em tempos com previsões do PIB global e e dos países. As projeções divulgadas no início da semana são as primeiras do ano e mostram também que o Brasil e o mundo vai crescer mais que o previsto. O último relatório é de outubro de 2022.

De acordo com o FMI, a economia britânica vai encolher 0,6% neste ano, ante previsão anterior de expansão de 0,3%. De acordo com o Fundo, o aumento dos juros e as restrições de gastos levarão à contração da economia do Reino Unido, um desafio para o primeiro-ministro Rishi Sunak.

As duas mais recentes ocasiões em que o PIB britânico ficou negativo foram marcadas por fortes abalos globais: em 2020, quando todas as economias afundaram devido à pandemia de Covid, em em 2009, quando houve a crise econômica global do subprime.

As demais economias do G7 tiveram seu desempenho econômico revisado para cima em 2023. Até as perspectivas para a Rússia melhoraram. Em outubro, a previsão do Fundo era que os russos enfrentassem nova contração no ano, desta vez, de 2,3%. Agora, a previsão é de alta de 0,3% do PIB.

No ano passado, a economia russa contraiu 2,2%, segundo o Fundo.

Dólar: nova queda

O dólar fechou a sessão desta quinta-feira (2) em queda. Durante a sessão, a moeda chegou a ser negociada a R$ 4,9417 – abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde junho do ano passado.

O movimento vem depois de uma nova desaceleração na alta dos juros nos Estados Unidos e da manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamar elevado pelo Banco Central, que favorecem o real.

Ao final da sessão, o dólar fechou em queda de 0,32%, cotado a R$ 5,0444 – a menor cotação de fechamento desde 29 de agosto de 2022 (R$ 5,0329). Veja mais cotações.

Na quarta-feira (1º), a moeda norte-americana recuou 0,25%, a R$ 5,0604. Com o resultado de hoje, o dólar passou a acumular perda de 1,30% na semana, de 0,57% no mês e de 4,43% no ano.

Mercados – O tombo do dólar foi desencadeado em parte pela decisão da véspera do Federal Reserve (BC dos EUA) de elevar a meta de taxa de juros em 0,25 ponto percentual, uma desaceleração em relação a aumentos anteriores de 0,50 e até 0,75 ponto.

“Ganhou força desde o final do ano passado a ideia de que o Fed ia desacelerar a alta de juros, e isso se concretizou ontem e enfraquece o dólar em relação às moedas todas, é um movimento global”, disse à Reuters Bruno Mori, planejador financeiro pela Planejar.

Além disso, na quarta-feira (1º) o Banco Central do Brasil decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano e ressaltou que a incerteza fiscal e a deterioração nas expectativas de inflação do mercado elevam o custo para que a autoridade monetária atinja suas metas, sugerindo taxas altas por mais tempo.

“A ideia de que os juros não vão cair tão cedo ganham cada vez mais força e evidência prática, e o fluxo para o mercado local tende cada vez mais a aumentar”, explicou Mori, destacando o amplo espaço entre os patamares de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Quanto maior o diferencial entre os custos dos empréstimos domésticos e internacionais, mais atraente fica o real para uso em estratégias de “carry trade”, que consistem na contratação de empréstimo em país de juro baixo e aplicação desses recursos em praça mais rentável.

Desta forma, a manutenção da Selic no nível elevado atual e um arrefecimento do aperto monetário do Fed jogam a favor da divisa brasileira.

Com o real nadando a favor da correnteza, a tendência para o mês de fevereiro é de que o dólar rompa definitivamente a barreira dos R$ 5 para baixo, acrescentou o especialista.

Nesta quinta, o Banco Central Europeu aumentou novamente as taxas de juros e indicou pelo menos mais uma alta no próximo mês. O BCE vem aumentando os juros a um ritmo recorde para combater o repentino surto de inflação na zona do euro.

O banco central dos 20 países que compartilham o euro aumentou a taxa de depósitos bancários em mais 0,5 ponto percentual, para 2,5%. O banco ainda afirmou que o próximo aumento da taxa será do mesmo tamanho.

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