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Rio Grande do Sul Polícia Federal não encontra indícios de ligação de vinícolas da Serra Gaúcha ao trabalho análogo à escravidão

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A polícia encontrou forte armamento durante a operação.

Foto: PF/Divulgação
A estrutura ficará sob comando do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

Em coletiva de imprensa na manhã dessa sexta-feira (17), o delegado da Polícia Federal (PF), Adriano Medeiros do Amaral, declarou que “até o presente momento não foi encontrado nenhum indício de participação das vinícolas no crime de trabalho análogo ao escravo”.

A declaração foi feita após a PF deflagrar a Operação Descaro, que cumpriu sete mandados de busca e apreensão na Serra Gaúcha, a procura de novas provas a respeito do caso dos trabalhadores resgatados em situação similar ao trabalho escravo no dia 22 de fevereiro.

Seis pessoas são alvos de medidas judiciais, suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada à prática do crime de submissão ao trabalho escravo. Aparelhos de celular e computadores foram apreendidos para averiguação.

Durante a operação dessa sexta, ao menos nove armas registradas em nome de um colecionador, atirador ou colecionador (CAC) foram apreendidas. Segundo a PF, as armas são regularizadas, com registro no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma). No entanto, estavam acondicionadas em lugar inadequado, motivo pelo qual os objetos foram recolhidos pelo Exército.

A PF não informou quem era o proprietário das armas. Entre os itens apreendidos, estão revólveres e pistolas, além de armas longas e munição.

Conforme as investigações, os trabalhadores eram recrutados em outros Estados, principalmente na Bahia, por uma empresa prestadora de serviços de apoio administrativo. Os relatos indicam que as vítimas resgatadas estavam sem receber salários, contraiam dívidas com juros abusivos e tinham a sua liberdade de locomoção restringida, além de sofrerem agressões físicas.

Caso

Mais de 200 trabalhadores foram resgatados no dia 22 de fevereiro, em ação conjunta da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego com o Ministério Público do Trabalho (MPT-RS), a PF e a Polícia Rodoviária Federal. Conforme a investigação, as pessoas foram encontradas em precárias condições de alojamento em Bento Gonçalves. Os empregados haviam sido trazidos, em maior parte, da Bahia para o Rio Grande do Sul, para trabalhar na colheita da uva na Serra Gaúcha.

Logo depois da denúncia, o governo estadual anunciou a criação de uma força-tarefa para investigar e evitar novos casos de trabalho escravo, especialmente em empresas que oferecem serviços para vinícolas e cooperativas.

A colheita da uva apresenta uma demanda específica por mão de obra ocasional e por períodos de curta duração, assim como ocorre em outras culturas agrícolas em época de safra.

O modelo de contratação temporária e o aumento da população flutuante nos municípios durante esses períodos foram apontados como pontos de atenção que devem ser observados para a construção de medidas que protejam a dignidade dos trabalhadores safristas e as relações de trabalho.

Desde 2012, o Estado conta com a Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo. As novas medidas que serão elaboradas devem se somar ao trabalho que já é realizado pela comissão.

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8 Comentários
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Nilton G Veiga
18 de março de 2023 12:36

Agora é tarde, com o pré julgamento da imprensa podre e alguns oportunistas já queimaram o filme de nossas vinícolas.
É a indústria do caos quanto mais bagunçado melhor para estes m…

Artur Borba
18 de março de 2023 13:00

A merda já foi feita pela mídia e por comunistas infiltrados nas colheitas das uvas onde denunciaram trabalho escravo por parte das vinícolas que não tinham nada a ver como foi constatados pela PF, gente que se diz trabalhador com maldade na cabeça para prejudicar as vinícola gaúchas fizeram denúncias contra as vinícolas , que no entanto foram contratados por empresas terceirizadas gerenciadas por gente da Bahia, e é isto que a esquerda faz quebram as empresas alegando que foram elas as coontratantes, aí vem um MPT que não investiga a fundo, multa,fecha as vinícolas e depois desapropriem as te…See… Leia mais »

Cleber Viana
18 de março de 2023 14:17

kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Valmir Endruweit
18 de março de 2023 13:14

Isso é trama da esquerda para ganharem dinheiro de produtores de uvas na marra, tem influência de setores do MST e advogados cretinos que encontraram uma forma de ficarem ricos as custas de quem trabalhou, porque somente agora estão questionando esse assunto?Onde tem sacanagem , tem advogado deporta de cadeia, se não se sentem atendidos naquilo que construíram durante a vida, vão estudar, vão fazer cursos o PT não está dando mordomias a população? Não é por acaso, na Bahia estão invadindo terras produtivas, , no RS reclamam que estão sendo tratados como “escravos”, no RN os bandidos estão acabando… Leia mais »

Cezar Roldão Schuaste
18 de março de 2023 13:53

Agora o consorcio de midia já fez o estrago com pre julgamento como sempre….

Cleber Viana
18 de março de 2023 14:19

nem conhecimento tinham?…conta outra

Jorge Schröder
19 de março de 2023 11:37

É fundamental que se esclareça este assunto, afinal, parte da mídia fez gato e sapato desta situação. Alguns comentaristas e jornalistas, sedentos pelo protagonismo da notícia, massacraram as vinícolas e cooperativas. O dano produzido, deveria ser ressarcido a estas empresas que tiveram seu nome indevidamente “condenados” por este tipo de gente que se diz jornalista e claro os fanáticos da esquerda do Amor venceu…

Gilmar Ropke
20 de março de 2023 11:02

Agora RBS, vai lá, bota na midia o mesmo tempo que botaram para denegrir as vinicolas colocando noticias fake, peçam o valor pago pelas vinicolas de volta, esses jornalistinhas falam tanto em trabalho escravo, nem sabem o que é trabalho escravo.

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