Terça-feira, 19 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de abril de 2023
Integrantes das Forças Armadas classificam o general como sendo um homem calmo, ponderado e conciliador
Foto: Marcos Corrêa/PRO presidente Luiz Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu na quinta-feira (27) o general da reserva Marcos Antônio Amaro dos Santos para assumir o cargo de ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República.
A escolha do general para comandar a pasta representa uma derrota para uma ala de ministros e auxiliares do presidente que pregam uma desmilitarização do governo e um maior protagonismo de policiais federais e agentes de segurança pública, de acordo com informações divulgadas pela CNN.
Integram essa ala, entre outros, o ministro Flávio Dino (PSB-MA), da Justiça e Segurança Pública, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e a primeira-dama Rosângela Lula Silva, a Janja.
Na semana passada, Lula se reuniu brevemente com o general antes de embarcar para sua primeira viagem à Europa e apresentar a ele sua visão sobre a pasta.
Integrantes das Forças Armadas classificam o general como sendo um homem calmo, ponderado e conciliador e acreditam que, por conta do seu perfil, pode ser a escolha ideal para o atual momento de reestruturação do GSI.
A saída do general Gonçalves Dias do GSI, após a divulgação de vídeos mostrando sua atuação nos atos extremistas de 8 de janeiro, reacendeu no governo a discussão em torno do futuro da pasta, que foi esvaziada desde o início deste ano.
O GSI perdeu duas de suas principais atribuições nos últimos meses. A Abin (Agência Brasileira de Inteligência), subordinada à pasta, passou a responder à Casa Civil, chefiada pelo ministro Rui Costa.
Já a segurança do presidente e do vice-presidente da República deixou de ser feita exclusivamente por militares e passou a ser realizada majoritariamente por policiais federais subordinados à Secretaria Extraordinária de Segurança Imediata do Presidente da República.
A estrutura do GSI sob o comando do general Amaro ainda é incerta. O novo ministro terá que buscar o consenso entre a ala que defende um fortalecimento da presença de policiais federais e agentes de outras forças de segurança na proteção presidencial em detrimento de quem defende a permanência de militares no governo.
Um dos entraves diz respeito à relação de cooperação entre civis – representados por policiais federais – e militares em um eventual GSI repaginado. O fim da Secretaria Extraordinária de Segurança Imediata do Presidente da República previsto para o dia 30 de junho poderia levar esses agentes que atuam na segurança de Lula e Geraldo Alckmin para o guarda-chuva do GSI.
Policiais federais, no entanto, dizem não querer responder a militares. A escolha pelo nome do general Amaro representa, agora, um obstáculo para os civis que defendem uma maior participação de policiais federais e agentes de segurança no governo.
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Agora sim. Com os militares cumprindo a constituição e fazendo seu DEVER, teremos um Brasil pacificado e em ORDEM E PROGRESSO. Parabéns ESTADISTA LULA.
A disputa entre civis e militares da área da segurança, é um problema de décadas, desde a união aos estados e municípios. Tudo pelo poder….
EI,TU AÍ QUE É A FAVOR DO GOLPISMO…TE CUIDA CHÊ….hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha
A narrativa da extrema direita (Lili), envelheceu, tá podre.
Os cumpanheros estão no “fogo amigo”…
Cada macaco no seu galho. Não existe ditado melhor para entendermos como deve funcionar uma DEMOCRACIA. Militar cuida da segurança do povo e do território. Poíticos cuidam da administração e da confecção de leis no país e o PODER JUDICIÁRIO serve para se fazer cumprir a CONSTITUIÇÃO DO Brasil. Não têm outra saída. Mas golpistas querem o inverso.
Os melancias estão tão acovardados que nem para recusar um pedido do Lu adrão são capazes. Capachos sem honra e covardes.
Quantos mais mimimis, mais desgaste na administração petista e mais chances do vice assumir definitivamente.