Sexta-feira, 12 de junho de 2026

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Mundo Corpos das vítimas do submarino Titan podem ficar para sempre no fundo do mar

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Mortos no submarino, da esquerda para a direita: Hamish Harding, Shahzada Dawood, Suleman Dawood, Paul-Henri Nargeolet e Stockton Rush

Foto: Reprodução
Mortos no submarino, da esquerda para a direita: Hamish Harding, Shahzada Dawood, Suleman Dawood, Paul-Henri Nargeolet e Stockton Rush. (Foto: Reprodução)

Os corpos das cinco vítimas da implosão do submarino Titan, ocorrida durante expedição turística aos destroços do Titanic, podem ficar para sempre no fundo do Oceano Atlântico. A afirmação é do comandante da Guarda Costeira dos Estados Unidos, John Mauger, que liderou as buscas.

Estavam no submarino o CEO e fundador da OceanGate, proprietária do submersível, Stockton Rush; o empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho Sulaiman Dawood; o empresário bilionário e aventureiro britânico Hamish Harding; e o mergulhador francês Paul-Henri Nargeolet.

Os destroços do Titanic, que afundou em 1912, no Oceano Atlântico estão a cerca de 3,8 mil metros de profundidade, a 650 km da costa do Canadá.

Em entrevista coletiva na quinta-feira (22), mesmo dia em que foram encontrados destroços da expedição, o almirante John Mauger foi questionado se a operação para encontrar as cinco vítimas continuaria. Mauger afirmou, então, que não tinha uma resposta e citou o ambiente “inclemente” no leito do mar.

Dada a natureza do acidente e as condições no fundo do oceano, ainda não se sabe se os corpos vão ser resgatados. Além dessas adversidades, há pouca visibilidade, porque a luz do sol não chega até o fundo.

Os destroços do Titan estão a pelo menos 500 metros do Titanic e 4 mil metros abaixo da superfície. Nessa profundidade, a pressão da coluna d’água é muito forte e arriscada para mergulhadores.

A Guarda Costeira americana informou que os robôs usados na ação devem continuar os trabalhos para coletar novas evidências e tentar determinar o que aconteceu.

Os tripulantes

Estavam a bordo um piloto e quatro passageiros. Stockton Rush, CEO e fundador da OceanGate, empresa que promove a viagem até os destroços do Titanic com o submersível.

Rush era co-fundador e membro do Conselho de Administração da OceanGate Foundation (2012), uma organização sem fins lucrativos que visa catalisar a tecnologia marinha emergente para novas descobertas em ciência marinha, história e arqueologia.

O empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho Suleman Dawood, também estavam a bordo.Shahzada era curador do Instituto Seti, uma organização de pesquisa na Califórnia. Ele também era vice-presidente da Dawood Hercules Corporation, parte do Dawood Group, um conglomerado de vários negócios pertencentes à família.

O seu filho Suleman era estudante da Universidade de Strathclyde em Glasgow, na Escócia.

Hamish Harding era um empresário e aventureiro britânico que morava nos Emirados Árabes Unidos. Harding era dono de uma empresa que compra e vende aeronaves, incluindo jatos executivos. Aos 58 anos, o executivo já tinha viajado dos pontos mais profundos do planeta até o espaço.

O mergulhador Paul-Henri Nargeolet liderou várias expedições ao Titanic e supervisionou a recuperação de muitos artefatos do naufrágio, de acordo com o E/M Group, onde Nargeolet era diretor de pesquisa subaquática.

 

 

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