Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de novembro de 2023
Com o conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas escalando, e os ataques a civis na Faixa de Gaza se intensificando e provocando reações de repúdio ao redor do mundo, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu uma “pausa” na guerra para “dar tempo de retirar os prisioneiros [em poder do Hamas]”. O chefe de Estado americano se pronunciou sobre a guerra no Oriente Médio na noite de quarta-feira (1°), após ter seu discurso de campanha interrompido por um rabino, que pedia um cessar-fogo, em Minneapolis.
Biden discursava para cerca de 200 pessoas em um evento de arrecadação de fundos para sua campanha à reeleição. No meio de sua fala, o presidente americano foi interpelado por um rabino que estava na plateia:
“Como rabino, preciso que o senhor peça um cessar-fogo agora mesmo”, gritou o religioso.
A resposta de Biden foi um apelo: “Acho que precisamos de uma pausa. Uma pausa significa dar tempo de retirar os prisioneiros”, respondeu o presidente.
O presidente americano também disse compreender a “emoção” que o conflito provocava em todos os lados. “Isso é incrivelmente complicado para os israelenses. É incrivelmente complicado também para o mundo muçulmano. Apoiei uma solução de dois Estados; tenho apoiado desde o início.”
Operações militares
A Casa Branca explicou, posteriormente, que Biden se referia aos reféns tomados pelo Hamas em 7 de outubro, quando o grupo terrorista atacou Israel. Desde então, o presidente americano manteve a postura de não ditar a forma como os israelenses conduzirão as suas operações militares.
Os comentários do presidente americano não foram um apelo a um cessar-fogo total, ao qual a Casa Branca resiste. Mas, de acordo com o Financial Times, as autoridades americanas afirmaram nos últimos dias que considerariam apoiar uma suspensão temporária das hostilidades se esta se limitasse a ajudar os esforços humanitários. Biden vem sendo pressionado por grupos de direitos humanos, outros líderes mundiais e até mesmo membros do Partido Democrata. As informações são do jornal O Globo.
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