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Geral Ibovespa sobe e dólar fecha perto da estabilidade

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Índice chegou mais perto de zerar as perdas de 2024. (Foto: Divulgação)

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em alta nessa quinta-feira (15). Já o dólar à vista fechou perto da estabilidade, com uma pequena depreciação, influenciado pelo movimento externo da moeda norte-americana.

Os dados mais fracos dos Estados Unidos ajudaram a manter os rendimentos dos títulos do Tesouro americano em queda e mantiveram o dólar fraco frente à maioria das moedas mais líquidas acompanhadas pelo jornal Valor Econômico.

Terminadas as negociações, o dólar comercial fechou em queda de 0,07%, cotado a R$ 4,9680, depois de ter tocado a mínima de R$ 4,9574 e encostado na máxima de R$ 4,9830. Perto das 17h20, o dólar futuro para março exibia queda de 0,01%, a R$ 4,9750. No exterior, o índice DXY recuava 0,40%, aos 104,301 pontos. Das 33 moedas mais líquidas acompanhadas, 29 avançavam contra o dólar.

Pela manhã, dados do varejo e da indústria americana mostraram que o consumo e a atividade industrial no país perdeu força. O economista-chefe de internacional do banco ING, James Knightley, diz em nota que embora os números tenham vindo muito mais fracos do que o esperado, os níveis do fim de 2023 foram fortes. “A perspetiva continua a ser a de uma história de crescimento mais fraco”, informa em nota. “A fraca atividade industrial e de consumo não é uma boa notícia, mas, de forma algo contra-intuitiva, a força observada em novembro e dezembro ainda ajudará a proporcionar um crescimento trimestral decente do PIB anualizado de cerca de 2%”.

Ainda que o dólar tenha se firmado em queda no exterior e os rendimentos dos títulos recuassem, ambos se distanciaram das mínimas do dia. O que ajudou a explicar uma falta de confiança na perda de força da economia americana foram os dados de seguro-desemprego nos EUA. Apesar de os pedidos iniciais do benefício na semana passada terem ficado aquém do esperado, a média móvel de quatro semanas subiu para 218,5 mil, a mais alta desde o começo de dezembro. Já os pedidos contínuos também se mantiveram em patamar elevado.

Para Gabriel Fongaro, economista sênior do Julius Baer Brasil, os dados americanos do começo deste ano mostram que o momento exige mais paciência e atenção na divulgação dos indicadores. “A desaceleração econômica ainda não está tão clara nos Estados Unidos, o que não dá tanta confiança sobre a velocidade da desinflação no país”, diz.

Bolsa

O Ibovespa encerrou em alta de 0,62%, aos 127.804 pontos. Com o resultado, acumulou: queda de 0,17% na semana; alta de 0,04% no mês; e recuo de 4,76% no ano. Na véspera, o índice havia fechado com uma queda de 0,79%, aos 127.018 pontos. As informações são do jornal Valor Econômico e do portal de notícias G1.

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