Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de dezembro de 2015
Ex-ministro da Educação, o filósofo Renato Janine Ribeiro avalia que um dos principais riscos da campanha pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff, com críticas à corrupção do PT na Presidência, é resultar em um governo marcado por mais desvios. A Procuradoria-Geral da República poderá perder autonomia e, dentro de uma espécie de “acordão” para salvar políticos de diferentes partidos, o governo poderá voltar a nomear “engavetadores” para o órgão. A atuação da Polícia Federal poderá ter retrocessos, com interferência política sobre as investigações, diz.
Janine afirmou que um eventual governo do vice-presidente Michel Temer poderá ser ainda mais impopular do que o de Dilma, com o desgaste gerado pelo aumento dos cortes em áreas sociais e com a perspectiva de aprofundamento da crise. O impeachment, nos moldes atuais, deve fazer com que um eventual governo sucessor seja marcado pela falta de legitimidade, especialmente se abrigar lideranças da oposição, como o senador José Serra (PSDB-SP).
O ex-ministro disse que, além das denúncias de corrupção, a crise enfrentada pelo PT é agravada pelo projeto político da sigla, “totalmente dependente do crescimento econômico”. A recessão coloca as principais bandeiras da legenda em xeque e traz risco de retrocesso dos avanços sociais. “Se não tem crescimento, entra em séria crise, como a que estamos vivendo.” (Folhapress e AG)
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