Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de janeiro de 2016
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nessa semana que Dani Dayan continua sendo o seu nomeado para ocupar o cargo de embaixador de Israel em Brasília (DF). Foi a primeira vez que o premiê tocou no assunto publicamente desde agosto, quando Dayan foi indicado.
Com isso, e diante da posição brasileira de postergar indefinidamente o agrément (aprovação do Itamaraty) a Dayan, a ausência de um embaixador fará com que Israel deixe ao segundo escalão da embaixada o relacionamento diplomático com o Brasil – diminuindo, na prática, o nível das relações bilaterais. “Acredito que Dani Dayan é um candidato excepcionalmente qualificado. Ele continua a ser meu candidato. Acho que rotular pessoas é o próximo estágio após rotular produtos, e não quero rotular ninguém”, declarou. O primeiro-ministro afirmou, porém, que pretende melhorar o elo com o Brasil. “Na verdade, temos um relacionamento crescente. Espero que possamos fortalecer essas relações.”
Ainda não está certo por quanto tempo a embaixada ficará sem comando, mas se estima que isso se estenderia por seis meses a um ano. O próprio Dayan disse, em entrevista à rádio do exército israelense, que “é realista” quanto às chances de ser aceito pelo Brasil e que, de certa forma, o cargo já não lhe parece “desafiador”. “Entendo perfeitamente a situação. No último meio ano, o Brasil se deteriorou em todos os sentidos e se tornou bem menos importante e desafiador ser embaixador.”
Mesmo confirmando oficialmente que Dayan continua a ser seu nome para o Brasil, pessoas ligadas à Chancelaria israelense disseram que Netanyahu já sabe que ele não será aprovado. Tanto que o premiê procura um novo cargo para Dayan.
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