Sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de janeiro de 2016
O Banco do Japão cortou as taxas de juros do país para 0,1% negativo, deflagrando uma alta nos mercados de ações e títulos, como parte das medidas das autoridades econômicas de todo o mundo para responder às preocupações quanto às perspectivas da China e os riscos de uma desaceleração mundial. A ação surge em um momento no qual muitos dos bancos centrais do planeta sinalizaram prontidão para combater a desaceleração nos mercados emergentes e a queda nos preços do petróleo. Esses sinais ajudaram a escorar os mercados de ações, que começaram o ano com quedas fortes.
Até mesmo as mais resistentes economias do planeta estão mostrando efeitos adversos da desaceleração na demanda mundial. O crescimento do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos sofreu pesada desaceleração no quarto trimestre, para apenas 0,7%, quando os preços baixos do petróleo e a desaceleração nas exportações contiveram o ímpeto da recuperação.
A decisão japonesa vem em um momento no qual os bancos centrais estão se aventurando no território dos juros negativos a fim de estimular o crescimento. O Banco Central Europeu se tornou o primeiro a arriscar taxas de juros abaixo de zero, em junho de 2014, e agora cobra 0,3% dos bancos pelo dinheiro que recebe em forma de depósitos overnight.
No Japão, a medida destaca o quanto a inflação mundial está baixa, e pode despertar o medo de “guerras cambiais”, dado o efeito do estímulo monetário na Europa e Japão sobre o euro e o iene. “É uma mudança de regime muito grande”, disse Masaaki Kanno, economista chefe do banco JPMorgan.
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