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Política Impeachment de ministros do Supremo não é questão meramente numérica, diz o presidente do Senado

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Segundo Alcolumbre, a decisão cabe a ele, no exercício de suas prerrogativas constitucionais.

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Segundo Alcolumbre, a decisão cabe a ele, no exercício de suas prerrogativas constitucionais. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), falou sobre as cobranças que vem recebendo de parlamentares bolsonaristas para pautar o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Segundo Alcolumbre, a decisão cabe a ele, no exercício de suas prerrogativas constitucionais.

Nesta semana, os senadores ocuparam a Mesa Diretora e afirmaram que só deixariam o local quando o presidente da Casa colocasse em pauta pedidos de impeachment contra Moraes, mas acabaram desocupando o plenário principal na quinta-feira (7), após 47h de protestos.

Ao anunciar a desocupação, o senador Rogério Marinho (PL-RB) disse que tinha 41 assinaturas em um ofício que pede “celeridade” a Alcolumbre para pautar essa votação. Segundo o presidente do Senado, essa não é uma questão meramente numérica e a decisão depende de uma avaliação jurídico-política.

“Não estamos diante de uma questão meramente numérica, mas de uma avaliação jurídico-politica que envolve justa causa, prova, adequação legal e viabilidade. A decisão cabe ao presidente do Senado, no exercício de suas prerrogativas constitucionais. Em respeito ao diálogo democrático e atenção à oposição, reafirmo que qualquer pedido será analisado com seriedade e responsabilidade”, disse Alcolumbre.

Após desocuparem a mesa, os senadores bolsonaristas pediram desculpas pelos atos e teriam parabenizado Alcolumbre pela forma como conduziu a situação. A Constituição prevê como função exclusiva do Senado processar e julgar ministros do STF. Na quarta-feira (6), Alcolumbre disse a líderes da Casa que não aceitaria ceder a chantagens e que não há o menor clima para pedir o impeachment de Moraes.

Câmara

Depois de 36 horas, terminou na noite de quarta-feira (6) a ocupação da mesa diretora da Câmara dos Deputados por parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As ocupações começaram por volta de 12h da última terça-feira, data prevista da retomada dos trabalhos legislativos após o recesso. Senadores e deputados contrários à prisão domiciliar do ex-presidente se revezaram dia e noite na Câmara e no Senado, impedindo a abertura das sessões legislativas e a votação de projetos.

O grupo ameaçava só voltar ao trabalho depois da votação do que chamaram de “Pacote da Paz”: anistia aos presos e condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro; impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF; e a proposta que acaba com o foro privilegiado, tirando do Supremo Tribunal Federal e levando para instâncias inferiores processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O projeto também beneficiaria os próprios parlamentares sob investigação no STF.

Em 2024, o Supremo decidiu que crimes cometidos por parlamentares e por presidentes durante o mandato continuam a ser julgados na Corte.

No primeiro dia da ocupação, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), não compareceram ao Congresso, mas criticaram a iniciativa dos oposicionistas. Motta disse que o parlamento devia ser a ponte para o entendimento.

Alcolumbre afirmou que a ocupação “constitui exercício arbitrário das próprias razões, algo inusitado e alheio aos princípios democráticos”. Mas os aliados de Bolsonaro seguiram ocupando os plenários, inclusive durante a madrugada. A imprensa foi impedida de entrar no local. (Com informações do portal de notícias g1)

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Fernando Krause
9 de agosto de 2025 03:21

Senado acovardado perante os ditadores…

Vanderlei Ochoa
9 de agosto de 2025 11:59

Até a direita golpista é contra os mais marginais da direita golpista…

Glaucio Dos Santos Brum
9 de agosto de 2025 15:24

Já percebeste como é bonito o discurso da turminha de “o amor venceu”? Eles pregam o “ódio do bem”, agem como aqueles a quem criticam, ofendem e, ainda assim, pensam que estão certos.

Miltch Mitch
9 de agosto de 2025 14:35

Estes deputados corruptos não tem coragem de ir contra o judiciário. A vida deles e das famílias e tão suja que vão acabar na cadeia.
E alguns juizes, prevaricando, usam como morada de troca.
Em suma, não impicha que não te processamos.

Glaucio Dos Santos Brum
9 de agosto de 2025 15:20

É tudo um jogo, onde tubarão não come tubarão e os trouxas acreditam que está tudo bem. Quem tem telhado de vidro não joga pedra contra os dos outros.

Rolando Alvarez
9 de agosto de 2025 15:21

Claro que não, tem a segurada camarada das ações contra ele na Junta de Governo (antigo STF), tem o orçamento secreto, as diretorias. Como assimassinaturas e vontade do povo?!

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