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Porto Alegre Defesa denuncia à Justiça omissão do MP e da Polícia Civil no caso Pousada Garoa

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Advogado Fabio Luis Correa dos Santos pediu intervenção do judiciário para destravar a investigação, garantir a análise das provas.

Foto: Arquivo Pessoal
Advogado Fabio Luis Correa dos Santos pediu intervenção do judiciário para destravar a investigação, garantir a análise das provas. (Foto: Arquivo Pessoal)

A defesa de Cristiano Atelier Roratto apresentou à Justiça uma denúncia sobre o que considera um impasse institucional que estaria paralisando a investigação do incêndio da Pousada Garoa, ocorrido em abril de 2024, em Porto Alegre. Segundo os advogados, o caso permanece sem avanços devido à falta de encaminhamento de provas e à ausência de decisões por parte dos órgãos responsáveis.

De acordo com o advogado Fabio Luis Correa dos Santos, o Ministério Público afirma que os pedidos da defesa devem ser direcionados à Polícia Civil. A corporação, por sua vez, sustenta ser legalmente impedida de atender às solicitações sem ordem judicial. “O resultado é que nenhuma das provas apresentadas foi analisada. Nos autos já constam boletins de ocorrência, queixas-crime por ameaça, o relatório final da CPI e vídeos e depoimentos inéditos — todos ignorados. Testemunhas continuam sob risco, sem medidas protetivas”, afirma o advogado.

A defesa também aponta que a notícia-crime contra Leonardo da Silva Nogueira, conhecido como “Belo” e citado por sobreviventes como possível autor do incêndio e de ameaças, está há mais de quatro meses sem despacho. Para os advogados, a ausência de medidas reforça a omissão estatal.

Diante do impasse entre MP e Polícia Civil, a defesa solicitou a intervenção imediata do Judiciário para destravar a investigação, garantir a análise das provas já apresentadas e implementar medidas de proteção às testemunhas.

O caso

O incêndio ocorreu na madrugada de 26 de abril de 2024, em uma unidade da Pousada Garoa localizada entre as ruas Barros Cassal e Garibaldi, próximo à Estação Rodoviária de Porto Alegre. O local abrigava pessoas em situação de vulnerabilidade social. Ao todo, 11 pessoas morreram, 15 ficaram feridas e dezenas conseguiram escapar das chamas, que começaram por volta das 2h30.

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