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Tecnologia Mundo precisa regulamentar a inteligência artificial “urgentemente”, diz diretor da OpenAI

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A OpenAI é responsável pelo famoso robô conversacional ChatGPT. (Foto: Reprodução)

Diretor da OpenAI e responsável pelo famoso robô conversacional ChatGPT, Sam Altman afirmou recentemente, em uma conferência mundial sobre inteligência artificial na Índia, que o mundo precisa “urgentemente” regulamentar essa tecnologia em rápida evolução.

O CEO da OpenAI disse que poderia ser criada uma organização para coordenar esses esforços, semelhante à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

“A democratização da IA é a melhor maneira de garantir que a humanidade prospere”, disse no palco, acrescentando que “a centralização dessa tecnologia em uma única empresa ou país poderia levar à ruína”.

“Isso não quer dizer que não precisemos de nenhuma regulamentação ou salvaguardas”, esclareceu Altman. “É óbvio que precisamos delas, e com urgência, assim como precisamos para outras tecnologias poderosas”, afirmou.

Altman foi um dos vários altos executivos do setor de tecnologia que estiveram em Nova Délhi, onde ocorreu a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA), a quarta reunião global anual sobre como gerenciar o poder da computação avançada.

Muitos pesquisadores e ativistas consideram que são necessárias medidas mais firmes para combater problemas que surgem com essa tecnologia, que vão desde a perda de empregos até deepfakes sexualizados, golpes on-line potencializados pela IA e as enormes demandas de eletricidade dos data centers.

“Esperamos que o mundo possa precisar de algo semelhante à AIEA para a coordenação internacional da IA, com capacidade de ‘responder rapidamente às circunstâncias em mudança’”, disse Altman.

“Os próximos anos colocarão à prova a sociedade global, à medida que essa tecnologia continua melhorando em um ritmo vertiginoso. Podemos optar por empoderar as pessoas ou por concentrar o poder”, afirmou, acrescentando:

“A tecnologia sempre transforma os empregos; sempre encontramos coisas novas e melhores para fazer.”

Além de Altman, Sundar Pichai, do Google, e Dario Amodei, da Anthropic, estiveram entre outros CEOs de tecnologia que discursaram, mas o fundador da Microsoft, Bill Gates, cancelou sua participação poucas horas antes de sua apresentação.

Gates, enfrentando questionamentos sobre seus vínculos com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, retirou-se para “garantir que o foco permaneça nas principais prioridades da Cúpula de IA”, informou a Fundação Gates.

O presidente francês Emmanuel Macron, anfitrião do ano passado, afirmou estar determinado a garantir uma supervisão segura da IA.

“A Europa não está cegamente focada na regulamentação – a Europa é um espaço de inovação e investimento, mas é um espaço seguro”, afirmou.

No ano passado, em Paris, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, alertou contra uma “regulamentação excessiva” que “poderia matar um setor transformador”. No entanto, a delegação do governo dos EUA neste ano manteve perfil discreto.

A cúpula de Nova Délhi é a maior até agora e a primeira em um país em desenvolvimento, com a Índia aproveitando a oportunidade para impulsionar suas ambições de alcançar os Estados Unidos e a China na corrida pela IA.

“Precisamos democratizar a IA. Ela deve se tornar um meio de inclusão e empoderamento”, disse o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, aos participantes. “Estamos entrando em uma era em que humanos e sistemas de inteligência cocriam, co-constroem e coevoluem. Devemos assegurar que a IA seja usada para o bem comum global”, acrescentou.

Os comentários de Modi foram ecoados pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, que pediu aos magnatas da tecnologia que apoiem um fundo global de US$ 3 bilhões para garantir acesso aberto à IA.

“A IA deve pertencer a todos”, disse Guterres. “O futuro da IA não pode ser decidido por um punhado de países – nem deixado aos caprichos de alguns bilionários”, afirmou.

A Índia espera mais de US$ 200 bilhões em investimentos nos próximos dois anos, e titãs da tecnologia dos EUA anunciaram novos acordos e projetos de infraestrutura. A OpenAI e a empresa local Tata Consultancy Services (TCS) anunciaram a construção de um centro de dados na Índia.

O chatbot de IA generativa ChatGPT tem 100 milhões de usuários semanais na Índia, dos quais mais de um terço são estudantes, informou Altman. As informações são da agência de notícias AFP.

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