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Política Aliados de Lula defendem colocar Messias no Ministério da Justiça como reação

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Como ministro da Justiça, Messias teria a PF sob seu comando num momento em que avançam as investigações do caso Master. (Foto: Ton Molina/Agência Senado)

No entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há quem defenda que Jorge Messias não volte para o cargo de advogado-geral da União, mas sim que ele assuma o Ministério da Justiça, pasta responsável por comandar a Polícia Federal (PF). Como ministro da Justiça, Messias teria a PF sob seu comando num momento em que avançam as investigações do caso do Banco Master, com potencial de atingir lideranças do Centrão.

No Supremo Tribunal Federal (STF), o caso Master está sob a relatoria de André Mendonça, aliado próximo de Messias e o maior apoiador de sua indicação dentro da Corte.

Uma das muitas frentes da investigação trata de aportes de R$ 400 milhões do Instituto de Previdência do Amapá (Amprev) no Banco Master.

Segundo apurações da PF, as operações foram feitas mesmo sob alertas de risco. O então presidente do Amprev, Jocildo Silva Lemos, é aliado de Alcolumbre e investigado pela PF por causa dessa operação. Ele foi alvo de buscas e pediu exoneração do cargo.

Messias Foi derrotado na noite da última quarta-feira (29) no Senado, com 42 votos contra e apenas 34 a favor de que ele assumisse o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga deixada por Luis Roberto Barroso em outubro do ano passado.

Indicado por Lula (PT) em novembro, desde que o nome de Messias foi oficializado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) demonstrou seu descontentamento, uma vez que o desejo do presidente do Senado era que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) fosse o indicado para o STF.

Fontes ligadas ao presidente Lula atribuem o resultado a uma combinação de fatores: traições de última hora, frustração com votos que eram considerados certos e, principalmente, a disputa política-eleitoral em curso no Senado.

Nesse cenário, o grupo de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, aparece como peça-chave.

A avaliação é que houve uma articulação organizada para transformar a votação em um símbolo de enfrentamento ao governo. A estratégia que acabou bem-sucedida.

 

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