Domingo, 03 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de maio de 2026
Presente na rotina de milhões de brasileiros e uma das principais fontes de cafeína, o café tem efeitos diretos no organismo, incluindo o aumento da concentração. A substância pode trazer benefícios cognitivos e até contribuir para o humor, quando em doses moderadas, mas especialistas alertam que o consumo excessivo pode gerar prejuízos no sono, na digestão e na saúde geral.
De acordo com a HU Brasil, rede de hospitais universitários federais do Brasil vinculada ao Ministério da Educação, a cafeína bloqueia a adenosina, substância responsável por sinalizar ao cérebro a necessidade de descanso. Esse mecanismo prolonga o estado de alerta e pode atrasar a liberação de melatonina, hormônio essencial para o início do sono.
A quantidade ingerida é determinante para os efeitos. O consumo de até cerca de 400 miligramas por dia – algo próximo de quatro xícaras – é considerado seguro para adultos saudáveis e pode melhorar aspectos como foco, aprendizado e memória. Estudos também indicam associação entre consumo moderado e menor risco de declínio cognitivo.
Por outro lado, o excesso pode desencadear sintomas como insônia, ansiedade, tremores e aumento da frequência cardíaca. O Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, acrescenta a essa lista o risco de desenvolvimento de tolerância, fazendo com que o organismo precise de doses cada vez maiores para obter os mesmos efeitos.
O horário do consumo também influencia. A ingestão de cafeína no período da tarde ou à noite pode prejudicar a qualidade do descanso, reduzir o sono profundo e alterar fases importantes para a recuperação do corpo. Vale lembrar que a substância também está presente, mesmo que em proporções menores, em bebidas como chá preto, chimarrão e alguns tipos de refrigerantes. Isso sem contar a alta dosagem em produtos como os “energéticos”.
Outro ponto a ser considerado é a interferência na saúde digestiva. Ainda conforme a HU Brasil, o café pode aumentar a secreção ácida do estômago, estimular o funcionamento intestinal e, em alguns casos, agravar sintomas como refluxo, azia e desconforto abdominal, especialmente em pessoas mais sensíveis.
Efeito varia
A resposta à cafeína varia entre os indivíduos e depende de fatores como genética, hábitos de vida e condições de saúde. Em alguns casos, o consumo excessivo pode estar associado a problemas cardiovasculares e neurológicos, além de piorar quadros de ansiedade e irritabilidade.
Uma recomendação importante é manter o consumo equilibrado e observar os sinais do próprio corpo. Reduzir gradualmente a ingestão, quando necessário, e evitar o uso como compensação para noites mal dormidas ajudarão a preservar o bem-estar e a qualidade de vida. (com informações do portal Terra.com.br)
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