Domingo, 17 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de maio de 2026
Durante um painel da Warner Bros. na CinemaCon 2026, enfim foi revelado o elenco completo do novo “O Senhor dos Anéis: A Caçada a Gollum”, filme dirigido por Andy Serkis cuja estreia nos Estados Unidos está programada para dezembro de 2027. Dentre as novidades estão a entrada de Kate Winslet, que viverá Marigol, além de Leo Woodall, como Halvard, e Jamie Dornan, na pele de Strider/Aragorn.
Serkis continuará a viver Gollum/Smeagol. Ian McKellen continuará como Gandalf, assim como Elijah Wood e Lee Pace, respectivamente na pele de Frodo Baggins e Thranduil.
O enredo do novo filme girará em torno da busca pelo hobbit corrompido que dá título à trilogia, nos anos que antecedem o primeiro livro, “A Sociedade do Anel”.
Inteligência artificial
Em outra frente, as polêmicas envolvendo o uso da inteligência artificial (IA) na indústria cinematográfica já são um tópico recorrente nesta edição do Festival de Cannes. Para uma plateia lotada na quarta-feira (13), Peter Jackson, homenageado com a Palma de Ouro honorária na noite anterior, disse que não vê problema no uso da tecnologia para fazer filmes.
“Para mim, é como outro efeito especial”, disse. Para o diretor da saga “O Senhor dos Anéis”, o problema da tecnologia está ligado ao uso de conteúdos – como roteiros ou rostos de atores, por exemplo – sem a devida permissão e pagamento.
“A IA, usada de forma correta, é uma ferramenta como qualquer outra. Tudo depende da originalidade e da imaginação de quem a está usando. Não é como se você fosse escrever um comado e ela te desse a filmagem pronta”, afirmou Jackson.
A posição do cineasta reflete, de certa forma, a sua trajetória. Afinal, Jackson revolucionou o cinema de fantasia e o blockbuster moderno ao usar tecnologias ainda impopulares para a época.
Exemplo disso foi a criação de Gollum, personagem que ganhou vida na tela por meio da captura de movimentos do ator Andy Serkis e hoje considerado um marco para o cinema contemporâneo.
Jackson soou menos radical que seu colega de profissão, Guillermo Del Toro. “Foda-se a IA”, disse ele, em uma exibição espacial de “O Labirinto do Fauno” no festival, na terça-feira.
Como Jackson, Del Toro, diretor de filmes como “A Forma da Água” e “Frankenstein”, também é um expoente da fantasia no cinema e responsável por popularizar o gênero.
O mexicano, porém, tem sido uma das vozes mais contundentes em Hollywood ao criticar a IA. Além das questões trabalhistas, ele afirmou que a tecnologia pode empobrecer o visual dos filmes ao substituir técnicas como maquiagem artística, construção de cenários e efeitos práticos, como a manipulação física de bonecos, por exemplo.
São todas práticas aplicadas por Jackson, renomado por misturar técnicas digitais, como o CGI, e físicas, como truques de câmera e miniaturas. Sobre o uso de tecnologia em “Senhor dos Anéis”, o diretor disse que o filme não teria o mesmo impacto cultural sem inovações. “Daria para fazer (o filme), mas ele capturaria exatamente o que se imagina ao ler o livro?”, questiona. As informações são dos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de Minas.
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