Sexta-feira, 22 de maio de 2026
Por Gustavo Victorino | 20 de maio de 2026
O salário-hora no Brasil é uma mera referência administrativa e demonstra o quanto ainda estamos atrasados nas relações capital e trabalho
Foto: Marcello Casal Jr./Agência BrasilEsta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Nem bem começaram as discussões sobre jornada de trabalho no Brasil e rapidamente foi possível perceber a conduta previsível das correntes ideológicas que hoje se antagonizam em nosso país.
De um lado a busca pela eficiência adequada somada à realidade econômica brasileira que ostenta uma das mais altas cargas tributárias do mundo, associada a um índice de corrupção jamais visto na história do Brasil.
Do outro lado a busca pelo apelo populista e fácil do “coitadismo” que em ano eleitoral deforma conceitos e cria um caldo de cultura política que busca apenas o poder como um fim em si mesmo, mesmo que isso custe caro ao brasileiro comum.
No meio dessa discussão, a busca por uma alternativa racional é sempre marcada por questionamentos quando atinge o princípio adotado por um dos lados.
Economias pujantes e sólidas tratam o rendimento laboral como algo sagrado que move todo o processo estrutural de crescimento, alicerçado em distribuição justa de renda em harmonia com os índices de produtividade que, no final, se refletem no salário.
Nessa esteira, a proposta que colocaria um fim a essa discussão e resolveria, inclusive, parte do problema da renda mensal parece provocar calafrios em quem se diz defensor do trabalho e do trabalhador.
O salário-hora no Brasil é uma mera referência administrativa e demonstra o quanto ainda estamos atrasados nas relações capital e trabalho. O pagamento por hora trabalhada proporciona ao cidadão a liberdade de trabalhar quando e nos dias que quiser bastando encontrar empresas, e a maioria apoia a ideia, e com elas negociar sua carga horária.
Isso funciona na maioria dos países desenvolvidos e proporciona ao trabalhador a possibilidade de uma renda maior com multiempregos e maior valorização por capacitação profissional.
Sem assistencialismos e dando o poder de seus ganhos de forma absoluta ao trabalhador, o salário-hora muda a chave das jurássicas leis trabalhistas brasileiras que por um lado amarram a força de trabalho e, por outro, destroem empresas com sentenças absurdas e delirantes oriundas da justiça do trabalho.
O discurso pronto de dano ao trabalhador é vazio diante da realidade que cada vez mais cobra desempenho e produtividade, afastando o oportunismo falsamente utilizado como proteção e que, na verdade, reflete apenas o interesse de corporações e seus dirigentes.
E que raramente trabalham.
* Gustavo Victorino, deputado estadual, advogado, jornalista e radialista
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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PRA QUEM TEM UM SALÁRIO DE DEPUTADO E TANTOS PENDURICALHOS, POR POUCAS HORAS TRABALHADA E TEM LIBERDADE PARA PEDIR LICENÇA A HORA QUE QUISER, É MUITO FÁCIL FALAR
Esse vira bosta só abre a boca para falar besteira. Qual projeto relevante essa imundície fez??
Continue assim ,sou seu Amigo Gustavo Victorino faz alguma coisa para tentar concertar
este pais antes que ele assuma de novo, senao e tarde voce vai ver ………