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Ciência Pesquisa revela que a velocidade da escuridão é maior que a da luz; entenda

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Uma pesquisa publicada pela revista Nature concluiu que a única coisa mais rápida que a luz é a própria escuridão. (Foto: Reprodução)

Uma pesquisa publicada em março pela revista Nature concluiu que a única coisa mais rápida que a luz é a própria escuridão. O estudo foi conduzido pelo Instituto Tecnológico de Technion-Israel. Segundo os pesquisadores, pontos escuros conhecidos como “vórtices ópticos” ou “singularidades de fase” se movimentam com mais rapidez que a luz. À medida que uma onda de luz viaja pelo espaço, ela oscila e se torce — no centro dessa torção, os picos e vales da onda de luz se cancelam, criando manchas escuras que, sob certas condições, ultrapassam a própria onda de luz.

O físico Ido Kaminer, que conduziu a pesquisa, afirma que a descoberta revela leis universais da natureza compartilhadas por todos os tipos de ondas, desde ondas sonoras e fluxos de fluidos até sistemas complexos como supercondutores.

“Singularidades de fase não carregam energia ou informação e, portanto, podem ‘se mover’ superluminalmente sem quebrar a causalidade”, escreveram os físicos, que ressaltaram o não carregamento de não carregam massa, energia ou informação por esses vórtices, portanto, eles não violam as regras de Einstein sobre a Teoria da Relatividade. A conclusão confirma uma previsão que data da década de 1970.

Para alcançar essa conclusão, os estudiosos construíram um sistema de microscopia exclusivo que lhes permitiu observar vórtices ópticos em nitreto de boro hexagonal, uma forma bidimensional de cerâmica que pode ser usada para converter luz em quase-partículas, que são uma mistura de luz e matéria chamadas polaritons. Os polaritons se movem relativamente devagar — cerca de 100 vezes mais lentamente que a velocidade da luz.

Com essa velocidade, a equipe conseguiu observar, usando telescópios ultrarrápidos, como singularidades com cargas opostas se aproximavam e se aceleravam mutuamente a velocidades superluminais, ou seja, mais rápidas que a luz, antes de serem aniquiladas.

A técnica desenvolvida no experimento pode ser usada para investigar fenômenos ultrarrápidos e microscópicos em áreas além da física, como química e biologia, além de abrir caminhos para novas formas de codificação de informação quântica em materiais. Segundo os pesquisadores, o método também ajuda a revelar leis universais que regem diferentes tipos de ondas e sistemas complexos da natureza. As informações são do jornal O Globo.

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