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Variedades Voos e viagens acima de 4 horas dobram o risco de trombose

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A empolgação de entrar no avião ou no ônibus muitas vezes faz a gente esquecer que o corpo cobra o preço por ficar espremido na mesma poltrona. (Foto: Reprodução)

A imobilidade prolongada nas poltronas de aviões (voos) e ônibus paralisa a bomba muscular da panturrilha, gerando represamento sanguíneo que favorece a formação de coágulos graves. Se você está planejando aquela viagem dos sonhos ou vai encarar horas na estrada para ver a família, vale a pena parar cinco minutinhos para prestar atenção nas suas pernas.

A empolgação de entrar no avião ou no ônibus muitas vezes faz a gente esquecer que o corpo cobra o preço por ficar espremido na mesma poltrona.

Voos mais longos
O alerta é real e comprovado pela medicina: trajetos que passam de quatro horas dobram o risco de Trombose Venosa Profunda (TVP).

O grande problema aqui é a falta de espaço combinada com o total sedentarismo do percurso. Quando passamos horas travados na mesma posição, a musculatura da panturrilha, que funciona como uma verdadeira bomba hidráulica empurrando o sangue para cima, simplesmente para de trabalhar. Sem esse estímulo, o sangue acumula nas pernas, a circulação fica lenta e o terreno se torna perfeito para a formação de coágulos.

“A imobilidade prolongada faz com que o sangue fique estagnado nas veias. Se um coágulo se forma ali, o perigo vai muito além do inchaço e da dor local. O maior risco é que esse pedaço de sangue coagulado se desprenda e viaje até os pulmões, causando uma embolia pulmonar, que é uma condição de extrema urgência e que pode ser fatal”, explica Henrique Abreu, especialista na área.

Muita gente associa o problema apenas a idosos ou pessoas com problemas de saúde pré-existentes, mas a verdade é que a famosa “síndrome da classe econômica” pode pegar qualquer um de surpresa. Mulheres que usam anticoncepcionais, fumantes e gestantes precisam redobrar a atenção, mas o sinal de alerta vale para todos. Se após a viagem você notar dor persistente na batata da perna, vermelhidão, calor local ou um inchaço estranho em apenas um dos lados, não ignore.

A boa notícia é que dá para se proteger sem grandes mistérios. O segredo principal é se manter hidratado e isso significa beber água de verdade, deixando de lado o excesso de café e as bebidas alcoólicas do serviço de bordo, que desidratam o organismo. Na hora de escolher o visual para viajar, priorize o conforto absoluto: roupas largas e sapatos que não apertem os tornozelos fazem toda a diferença para o sangue fluir melhor.

“A recomendação de ouro é se mexer. A cada duas horas, levante para caminhar no corredor do avião ou aproveite as paradas do ônibus. Se não for possível levantar, faça movimentos circulares com os pés e estique as pernas mesmo sentado. Para quem já tem predisposição, o uso de meias de compressão elástica, devidamente orientadas por um médico, é indispensável”, conclui o médico.

 

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