Domingo, 23 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 22 de agosto de 2026
Candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro deverá conciliar a própria campanha com uma possível ampliação de sua participação na disputa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). A ex-primeira-dama é considerada uma figura estratégica pelo partido para ajudar a eleger uma bancada numerosa no Senado e, segundo pessoas próximas, sua atuação deverá ir além do Distrito Federal.
Michelle deve colaborar com a campanha de Flávio, mas também terá como uma das prioridades impulsionar candidaturas de outros nomes do PL ao Senado pelo país. A estratégia faz parte do objetivo de fortalecer a presença do partido na Casa e contribuir para torná-la “o mais à direita possível”.
Palanques
É nesse contexto que a campanha de Flávio Bolsonaro negocia ampliar a participação de Michelle na corrida presidencial e tenta viabilizar a presença da ex-primeira-dama em alguns dos principais palanques fora de Brasília. O desenho discutido internamente prevê poucas viagens, concentradas em compromissos considerados estratégicos, para que ela consiga conciliar a campanha nacional com a própria disputa pelo Senado no Distrito Federal e a rotina ao lado de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte estão entre os destinos considerados prioritários. A ideia, no entanto, não é transformar Michelle em uma presença permanente na agenda nacional de Flávio. A cúpula do PL trabalha com deslocamentos curtos, uma espécie de “tiros” de campanha, para que ela participe de atos selecionados e retorne a Brasília.
O formato ainda está em negociação e não há viagens definidas. A intenção é escolher eventos nos quais a presença da ex-primeira-dama possa contribuir para mobilizar a base bolsonarista e reforçar a imagem de unidade em torno da candidatura de Flávio à Presidência.
A possibilidade de ampliar a participação de Michelle representa um avanço em relação ao papel que ela vinha reservando para si desde a reconciliação com o enteado. Até agora, ela havia indicado que ajudaria Flávio, mas mantinha sua participação presencial praticamente restrita ao Distrito Federal.
Nesta semana, Michelle afirmou que pretende dividir o palanque com o candidato caso ele realize um evento em Brasília. A partir disso, o partido e aliados do senador passaram a trabalhar para incluir algumas viagens da ex-primeira-dama na agenda nacional, sem comprometer sua própria campanha ao Senado.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tornou pública nesta quinta-feira a pressão para que Michelle participe dos principais atos de Flávio. Ao comentar as limitações impostas pela prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, ele afirmou à CNN Brasil que o partido precisa encontrar uma solução que permita à ex-primeira-dama deixar Brasília para fazer campanha.
“Temos que conseguir a autorização do Poder Judiciário para que ela seja substituída, porque ela precisa participar da campanha, fazer a campanha dela para o Senado e precisa estar presente nos principais comícios do Flávio Bolsonaro”, disse. (Com informações da coluna Radar, da revista Veja, e do jornal O Globo)
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