Sábado, 13 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 27 de maio de 2016
O PT está contando votos para reverter o processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff no Senado. A estratégia é retomar o discurso de novas eleições e convencê-la a se comprometer com a proposta, caso ela volte ao poder. Assim, petistas dizem acreditar que será mais fácil fazer com que alguns senadores que votaram pela abertura do processo mudem de voto na fase final.
Para que a presidenta seja definitivamente afastada são necessários 54 votos. Na sessão de admissibilidade, 55 senadores votaram pela abertura do processo. O PT calcula entre dez e 13 senadores considerados “potenciais” para mudar de voto, porém espera reverter de fato quatro posicionamentos.
Os nomes favoritos dos petistas são os senadores do Distrito Federal Cristovam Buarque (PPS-DF), Antônio Reguffe (sem partido) e Hélio José (PMDB-DF). O entendimento é que as medidas de Temer com cortes no serviço público, concursos e reforma da Previdência enfraquecem o eleitorado brasiliense de classe média.
Tanto Cristovam quanto José afirmaram na primeira sessão que votavam apenas pela abertura do processo e que poderiam mudar de opinião. Reguffe foi mais crítico em seu discurso contra o governo, mas ele faz parte do grupo de senadores que defendem novas eleições. (AE)
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