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Brasil Banco Central deve promover nesta semana primeiro corte de juros em quatro anos

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Autoridade monetária divulgou a ata da última reunião do Copom. (Foto: Reprodução)

Na última vez em que os juros caíram no Brasil, em outubro de 2012, o papa ainda era Bento XVI, Hugo Chavez presidia a Venezuela, Nelson Mandela estava vivo, Anderson Silva era campeão dos pesos médios do UFC e o Facebook ainda não tinha comprado o WhatsApp.

Depois de tanto tempo, a aposta do mercado financeiro é de que a taxa básica de juros da economia, atualmente em 14,25% ao ano, voltará a recuar nesta semana, quando se reúne o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central). O anúncio sobre o novo patamar da Selic será na próxima quarta-feira (19), por volta das 18h.

Os economistas dos bancos apostam maciçamente em um corte da taxa básica. A única dúvida dos analistas é sobre o tamanho da redução. O mercado está dividido, com parte dos economistas estimando uma queda de 0,25 ponto percentual (para 14% ao ano) e outra parcela apostando que o BC poderá ser mais agressivo e baixar os juros para 13,75% ao ano (redução de 0,5 ponto percentual).

Pesquisa realizada pelo BC na semana passada mostra que esse deve ser apenas o início de um ciclo de corte nos juros. O mercado financeiro aposta em reduções contínuas nos próximos meses, com cortes em dezembro, janeiro, fevereiro, abril, maio, julho e setembro de 2017 – quando os juros deverão ter atingido, segundo as projeções dos bancos, o patamar de 11% ao ano, o menor desde fevereiro de 2014.

Sistema de metas

O Banco Central toma as decisões sobre a taxa de juros olhando para a frente, tendo por base o sistema de metas. Para 2016, 2017 e 2018, a meta central é de 4,5%, mas o teto é diferente. Para este ano, o teto é 6,5% (mas deverá ser novamente superado), recuando para 6% em 2017 e 2018.

Por que os juros podem cair

A aposta do mercado de que os juros começarão a cair tem por base previsões dos próprios bancos e do BC para a inflação do ano que vem, além de outros fatores, como o aumento do desemprego (pressionando menos a inflação), a queda da inflação nos últimos meses, a aprovação com placar elástico da PEC do teto de gastos públicos em primeiro turno na Câmara dos Deputados, e a redução do preço da gasolina. (AG) 

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