Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de fevereiro de 2018
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Dá para prever o que anunciará o vencedor da eleição presidencial de 7 de outubro, independentemente de quem for:
Como a cantilena se repete, pode-se garantir que o cumprimento do rol de promessas será mínimo.
Vem de longe
A 28 de fevereiro de 2000, o presidente Fernando Henrique Cardoso, que estava em Montevidéu, criticou o auxílio moradia de até 3 mil reais por mês concedidos a setores do Poder Judiciário.
O senador Paulo Paim prometeu impetrar ações para garantir o mesmo benefício a todos os trabalhadores.
Ficou sem microfone
O deputado inscrito para manifestação na abertura da sessão plenária da Assembleia Legislativa, ontem à tarde, era Marcel van Hattem. O tema seria “O novo despertar político brasileiro”. Minutos antes de ir à tribuna, voltou à condição de suplente. Os deputados Pedro Westphalen e Ernani Polo, que saíram das secretarias dos Transportes e da Agricultura, retomaram a condição de titulares para votar a favor de projetos do governo.
Em seu discurso, Hattem anunciaria a desfiliação do PP para entrar no Novo. Perdeu a chance de atacar o partido onde começou a carreira política.
Falta vocação para conversar
O governo teve uma semana para articular a votação, na Assembleia, do projeto que divide o IPE em duas instituições: uma para cuidar da saúde e outra da previdência dos servidores. Ontem, outra vez, não conseguiu reunir em plenário o número necessário de deputados por erros que se repetem.
Mais parece o samba de uma nota só e desafinado.
Oportunidade perdida
Aproxima-se mais uma campanha em que veremos o ajuntamento ocasional de partidos para forçar as portas do poder. A legislação que poderia travar a prática não surgiu.
Convocação não ajudou
Em rede nacional de rádio e TV, a 28 de fevereiro de 1986, o presidente José Sarney anunciou que se iniciava “uma guerra de vida ou morte contra a inflação”. Acrescentou: “Cada brasileiro será e deverá ser um fiscal de preços. Agora, vai ou racha. Rezem para que dê certo”.
Não deu, porque medidas econômicas não podem ser resumir a apelos e meras conversas.
Zona de risco
Entrou na fase das acusações formais a investigação sobre a influência russa nas eleições dos Estados Unidos, que agora bate na porta de Donald Trump.
O episódio faz lembrar um romance de espionagem em que um político norte-americano é convencido por seu psicanalista a se tornar agente da polícia secreta da União Soviética. Depois, candidata-se e vence a eleição à Casa Branca, mas não toma posse. Agentes soviéticos matam o futuro presidente sob argumento de que não poderiam confiar em quem não tem equilíbrio mental.
Há 100 anos
A 28 de fevereiro de 1918, a Polícia de Porto Alegre embarcou em um trem da Viação Férrea 23 batedores de carteira que deveriam ser soltos no Norte do País. Um habeas corpus fez com que descessem em Santa Maria e fugissem. Era costume na época conduzir até navios costeiros “elementos indesejáveis”, como denominava o Poder Judiciário, para que chegassem a outras capitais.
Cena aberta
A campanha eleitoral se dividirá entre os construtores e os demolidores de ilusões.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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