Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de julho de 2018
Pela sétima semana consecutiva, os analistas do mercado financeiro elevaram a previsão de inflação para 2018. Dessa vez, de 4% para 4,03%, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (02) pelo BC (Banco Central). Para 2019, os economistas mantiveram a previsão de inflação em 4,1%. Para 2020 e 2021, o índice ficou em 4%.
Depois de reduzir a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) por oito semanas consecutivas, os analistas mantiveram a expectativa de que a economia nacional vai crescer 1,55% em 2018. Há um mês, a estimativa de crescimento da economia para este ano estava em 2,18%. Para 2019, a expectativa do mercado para a expansão da economia recuou de 2,60% para 2,50% – a quarta redução seguida. Para 2020 e para 2021, a previsão de é que a economia cresça 2,5%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no País. As previsões econômicas para 2018 pioraram principalmente após a greve dos caminhoneiros.
A avaliação do mercado é de que a greve vai impactar tanto no crescimento econômico quanto na inflação. Nos dias de greve e nos dias seguintes, o País sofreu com o desabastecimento e com a alta no preço de vários produtos como combustível, gás de cozinha e alimentos. Na semana passada, o BC reduziu a sua previsão oficial de crescimento da economia em 2018 de 2,6% para 1,6%.
Taxa de juros
Os analistas do mercado financeiro também mantiveram em 6,50% ao ano sua previsão para a Selic (taxa básica de juros da economia) ao final de 2018. Com isso, o mercado estima que a taxa de juros fique estável no atual patamar de 6,50% ao ano até o fechamento deste ano. Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Desse modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem. Já para 2020 e 2021, a previsão é de manutenção da taxa em 8% ao ano.
Câmbio
De acordo com o Boletim Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,65 para R$ 3,70 por dólar. Para o fechamento de 2019, a previsão para o dólar permaneceu em R$ 3,60. A previsão do dólar para o fechamento de 2020 foi mantida em R$ 3,60 e para o fechamento de 2021 em R$ 3,70.
A projeção para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2018 subiu de US$ 57,31 bilhões para US$ 58,28 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit ficou estável em US$ 49,7 bilhões. A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 2018 caiu de US$ 70,5 bilhões para US$ 70 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas caiu de US$ 78,30 bilhões para US$ 76,60 bilhões.
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