Quarta-feira, 09 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de agosto de 2018
Nessa quinta-feira, a Receita Federal alertou para a volta do chamado “golpe do amor”, em que vítimas recebem instruções para realizar depósitos bancários em troca de valores e bens supostamente recolhidos pelo fisco.
De acordo com técnicos do órgão, a cada dia a alfândega no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, tem recebido, em média, dez telefonemas de contribuintes querendo confirmar a instrução que receberam para efetuar depósitos em contas de terceiros, a fim de terem liberados encomendas ou valores supostamente retidos.
Por meio da fraude, golpistas criam perfis falsos em redes sociais, geralmente se passando por estrangeiros em boas condições financeiras. Após envolverem emocionalmente a vítima, eles manifestam a intenção de casamento e dizem que mandaram entregar, por remessa aérea internacional, os mais diversos tipos de presentes, tais como óculos, bolsas, celulares, dinheiro em espécie, documentos e anéis para o suposto noivado.
Estratégia
Para dar veracidade ao envio dos bens e documentos, os golpistas chegam a criar sites falsos de empresas de remessas expressas (‘courier’), inclusive com falso rastreamento da encomenda, que não existe, ressalta o fisco.
Após o suposto envio dos presentes, o golpista alega que os bens foram retidos na alfândega e que é preciso realizar um depósito em conta de um “agente” para que haja a liberação da mercadoria. Em geral, é fornecida uma conta corrente de pessoa física para o depósito.
“Se a vítima deposita o valor solicitado, a quadrilha faz nova exigência alegando outro empecilho para a liberação da remessa ou da bagagem e assim sucessivamente”, explica o fisco.
Orientações
A Receita informa que não exige qualquer pagamento em espécie ou por meio de depósito em conta corrente. “Todos os tributos aduaneiros administrados pelo Órgão somente são recolhidos por meio de Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais)”, acrescenta.
Nos casos de encomendas enviadas por remessa expressa, é possível confirmar se a empresa está habilitada para operar no Brasil através do site da Receita.
Se a pessoa considerar estar sendo vítima de ação fraudulenta ou tentativa de estelionato, o fisco orienta que seja registrada ocorrência em uma delegacia especializada.
Em caso de dúvidas, o contribuinte pode enviar questionamentos ou contatar as unidades de atendimento da Receita Federal.
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