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Mundo O presidente dos EUA, Donald Trump, apoia boicote contra a empresa Harley Davidson

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Donald Trump se reuniu com grupo de motociclistas. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoiou no domingo (12) um boicote contra a fabricante norte-americana de motocicletas Harley-Davidson, no mais recente episódio da disputa entre a companhia e Trump sobre as tarifas do aço. A fabricante de motocicletas de Wisconsin anunciou um plano no início deste ano para transferir a produção de motocicletas para o mercado da União Europeia dos Estados Unidos para o exterior, com o objetivo de evitar as tarifas impostas pelo bloco comercial em retaliação às tarifas de Trump sobre as importações de aço e alumínio.

Em resposta, Trump criticou a Harley-Davidson, pedindo impostos mais altos e ameaçando atrair produtores estrangeiros para os Estados Unidos para aumentar a concorrência. “Muitos proprietários do Harley-Davidson planejam boicotar a empresa se a produção mudar para o exterior. Ótimo! A maioria das outras empresas está vindo em nossa direção, incluindo concorrentes da Harley. Uma medida realmente ruim! Os EUA terão em breve condições de igualdade”, disse Trump em um post no Twitter.

Harley não comenta

A Harley-Davidson se recusou várias vezes a comentar as observações de Trump ao longo da disputa. A empresa não pôde ser imediatamente contactada para comentar o assunto. A Harley prevê que as tarifas da UE (União Europeia) custariam à empresa entre US$ 30 milhões e US$ 45 milhões para o restante de 2018 e entre 90 milhões e 100 milhões de dólares para o ano inteiro.

Trump se encontrou no sábado com um grupo de motociclistas que o apoiam, posando para fotos com cerca de 180 motociclistas em seu resort de golfe em Bedminster, Nova Jersey, onde ele está de férias.

Documentário

O primeiro trailer do documentário de Michael Moore sobre o presidente americano Donald Trump, “Fahrenheit 11/9”, foi lançado com a promessa de um olhar incendiário sobre a vida moderna na América. No novo filme, o cineasta vencedor do Oscar com “Tiros em Columbine” descreve Trump como “o último presidente dos Estados Unidos”. O título do filme é uma referência ao dia em que ele ganhou a eleição, 9 de novembro de 2016.

Não confundir com “Fahrenheit 9/11”, de 2004, em que Moore aborda as causas e consequências dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, centrando na figura do então presidente, George W Bush. “Fahrenheit 9/11” continua sendo o documentário de maior bilheteria de todos os tempos, tendo faturado US$ 222 milhões em todo o mundo. De lá para cá, Moore também lançou “Capitalism: a Love Story”, que é um olhar brutal sobre o sistema capitalista americano, e está disponível no US Netflix.

O novo filme está marcado para estrear no Festival Internacional de Cinema de Toronto deste ano, antes do lançamento nos Estados Unidos, marcado para 21 de setembro. Em uma entrevista com o HuffPost, Moore descreve Trump como “gênio do mal”. E inclui referências ao massacre de Douglas High School (em fevereiro deste ano, quando Marjory Stoneman matou 17 pessoas e feriu 15, no que ficou conhecido como o atentado mais mortal em escolas americanas), bem como à crise da água da cidade de Flint, berço da General Motors. Lá, desde 2014 a água que sai das torneiras está contaminada com alta concentração de produtos tóxicos. A prévia do filme mostra Moore usando a água de Flint para limpar a casa do governador de Michigan, Rick Snyder. Ao lançar o trailer do filme, Moore disse esperar levar milhões de pessoas às urnas para derrubar Trump.

 

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