Sábado, 13 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 22 de novembro de 2018
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta quinta-feira (22) que pode vir a não ter apoio no Congresso. Atualmente, o seu partido elegeu a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados, com 52 parlamentares, antecedido pelo PT, que detém a primeira, com 56 deputados. Ele também propôs levar os comandos militares para a Esplanada dos Ministérios
Após encontro com novos comandantes das Forças Armadas, em Brasília, ele disse que não está fazendo “política tradicional” e que o “toma lá dá cá” gera um Estado “ineficiente” e “corrupto”. “Alguns dizem que eu não vou ter apoio do Parlamento. Pode acontecer, por que não?”. “Não estamos fazendo política tradicional. Eu fiz a minha campanha praticamente sozinho, sem partido nenhum ao meu lado”, disse.
“Procurem parlamentares do dito Centrão [DEM, PP, PR, PRB e SD]. A maioria deles ou me apoiou ou ficou neutro. Ninguém apoiou o candidato deles [Geraldo Alckmin]. Eles têm consciência que o Brasil continuando dessa forma de fazer política, no toma lá dá cá, continuaremos com um Estado ineficiente e corrupto. E é isso que nós não queremos”, concluiu.
Dos partidos que integram o Centrão, o DEM é o único até o momento com ministros na equipe de Bolsonaro: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde). Lorenzoni afirmou na quarta-feira que é uma “coincidência” o espaço dado aos políticos do DEM por Bolsonaro. O general Augusto Heleno, por sua vez, disse que se trata de uma “mera circunstância”, já que Bolsonaro tem escolhido os titulares das pastas em razão dos “nomes” e do apoio das “bancadas”. Para o general, não há “compromisso” de Bolsonaro com o DEM.
Comandos das Forças
Bolsonaro afirmou, em entrevista, que propôs, durante o encontro, que os comandos militares fiquem na Esplanada dos Ministérios. “Propus a eles [futuros comandantes] agora trazermos de volta para cá os comandos militares, aqui para a Esplanada. Por que foram tirados daqui?”, disse.
“Nós não podemos prescindir do conhecimento, do patriotismo, dos propósitos que os militares têm para com o Brasil”, acrescentou o presidente eleito. Atualmente, os comandos da Marinha e da Aeronáutica funcionam em blocos da Esplanada. O comando do Exército fica no setor militar urbano, na região central da capital federal.
No passado, os comandos das três Forças ficavam na Esplanada e os respectivos chefes eram chamados de ministros, o que não ocorre mais. Em 1999, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o Ministério da Defesa foi criado e as três Forças ficaram subordinadas à pasta.
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