Domingo, 14 de junho de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Armando Burd Sessão com reprise

Compartilhe esta notícia:

Mesmo sendo servidor público, o deputado estadual Eric Lins votou contra a licença-prêmio. (Foto: Divulgação/AL-RS)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A sessão plenária da Assembleia Legislativa voltou ontem à tarde ao estilo de anos anteriores: deputados governistas e da oposição debateram durante mais de três horas projeto de emenda constitucional, cujo resultado já era previamente conhecido.

Por 38 votos a 12, foi aprovada em 2º turno proposta de emenda constitucional que extingue a licença-prêmio dos servidores estaduais e cria períodos para capacitação. A 6 de julho do ano passado, tinha sido aceita em 1º turno com 35 votos favoráveis e 16 contrários.

Confronto

As bancadas do PT e do PSol defenderam que a licença-prêmio é um direito e não um benefício. O deputado Eric Lins, do DEM, foi à tribuna para dizer que, desde cedo, integra o quadro de servidores públicos. Porém, considera a licença “anacrônica”, porque provoca despesas. Disse ainda que “ao onerar a folha de pagamentos, não permite melhorias salariais em função de os Estados ficarem acima do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Buscou um exemplo

O último pronunciamento foi do líder do governo, deputado Frederico Antunes. Citou um Estado que deu fim à licença prêmio e à aposentadoria integral; congelou salários e valores das diárias e aumentou o tempo para obtenção da estabilidade. Revelou, então, o autor das medidas: o governador da Bahia, Rui Costa, do PT, sob alegação de que as despesas estavam levando as finanças à situação de penúria absoluta. Ninguém mais quis subir à tribuna e o presidente Luis Augusto Lara pediu a abertura do painel eletrônico de votação.

Falta tocar o despertador

A Câmara dos Deputados não se deu conta de que o projeto de reforma da Previdência já foi entregue pelo Executivo e o cronômetro corre. A análise deveria começar pelo fato de que os recursos provenientes das contribuições não vão para um fundo de capitalização, cujos dividendos seriam utilizados para o pagamento de benefícios. Ao contrário, os contribuintes de hoje garantem aposentadorias e benefícios aos contribuintes de ontem. Sem o fundo de reserva, existente nos países em que o sistema funciona, o governo brasileiro apenas informa ao Ministério da Fazenda quanto deve desembolsar para cobrir a diferença entre a arrecadação, que decresce, e as despesas em constante elevação.

Todos querem

O cenário aponta para o lançamento de 13 candidaturas à Prefeitura de Porto Alegre no próximo ano. Sem pensar em coligações, vão se alinhar na pista: PSDB, MDB, PTB, PDT, PSL, PP, PT, PSol, Novo, DEM, PPS, PSB e Podemos. Com tantos pretendentes, não deixa de tomar um caráter lotérico.

Empolgou-se

Orientar alunos a cantarem o Hino Nacional foi uma boa iniciativa tornada lei em 2009 com assinatura do vice-presidente em exercício, José Alencar.

Pedir às escolas que filmassem os alunos durante a execução, sem autorização dos pais, e usar slogan de campanha em correspondência foram erros que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, reconheceu ontem. Mesmo assim, não sai da fila de candidatos ao título de Mancada do Ano.

Outro caso

Quando o PT assumiu o Palácio Piratini, em 1999, as ligações atendidas pelas telefonistas anunciavam: “Governo democrático e popular”. A oposição insistiu até que desistissem.

Pior que o Rio Grande do Sul

Minas Gerais deixou de arrecadar 130 bilhões de reais, desde a aprovação da Lei Kandir, em 1996, que isentou as mineradoras do pagamento do ICMS. O artigo 91 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias obriga o governo federal a compensar a perda e se omite. Enquanto isso, a União aperta o torniquete para cobrar 130 bilhões da dívida de Minas.

Mudou

Com dois meses de governo, é possível concluir: o presidente Jair Bolsonaro não gosta da corte de deputados federais, os chamados puxa-sacos. Era uma das preferências de Michel Temer.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Armando Burd

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Coordenadores de Educação serão recrutados por critério técnico
Base do governo compareceu ontem com 38 votos
Pode te interessar