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Mundo Dois deputados da oposição foram presos durante protesto na Venezuela

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Autoridades mundiais se posicionam sobre o conflito. (Foto: Arquivo O Sul)

Dois deputados da oposição ao ditador Nicolás Maduro foram detidos no sábado (06) por forças leais ao regime quando participavam de um protesto na cidade de Maracaibo. O ato era um dos mais de 350 convocados em todo o país pelo líder opositor Juan Guaidó.

A dupla de parlamentares foi liberada horas após a detenção, e o regime não explicou o que ocorreu. “Quero denunciar que o delegado Renzo Prieto foi detido pela Guarda Nacional. Eles também prenderam a deputada Nora Bracho”, disse a também deputada Adriana Pichardo, em áudio divulgado pela equipe de Guaidó.

Não é a primeira vez que aliados do líder opositor, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países (incluindo Brasil e EUA), são detidos pelas forças do regime. Em 21 março, a Sebin (agência de inteligência venezuelana, vinculada a Maduro) deteve o chefe de gabinete de Guaidó, Roberto Marrero. Ele segue “sequestrado pela ditadura”, segundo um vídeo feito por sua mulher e postado em uma rede social na sexta-feia (05).

As forças do regime também reprimiram no sábado manifestantes que se dirigiam para a sede da Corporação Elétrica Nacional em Maracaibo, noticiou o jornal El Nacional. Segundo José Javier Barboza, líder estudantil da Universidade de Zulia, 30 manifestantes foram ​feridos, entre os quais sete estudantes, com balas de borracha e gases lacrimogênios usados pela polícia.

Em discurso durante manifestação em Caracas, Guaidó disse que a prisão dos deputados foi uma medida desesperada do regime. O líder opositor Juan Guaidó, presidente interino autodeclarado, convocou manifestações para o sábado em mais de 350 pontos espalhados por todo o país, no que ele denominou de Operação Liberdade.

“Miraflores [sede do governo Maduro] treme porque estamos nas ruas. Enquanto eles estão encurralados e acreditam que com isso conseguiram algo, nós nos organizamos ”, disse o opositor, que afirmou que os atos aconteceram em 358 cidades nesse sábado.

O objetivo é aumentar a pressão contra Maduro, cada vez mais cercado por sanções e ameaças dos Estados Unidos. Em resposta, o chavismo convocou uma manifestação com o lema “em defesa da soberania e contra o imperialismo”.

Reunidos em uma cúpula na França, chefes da diplomacia de membros do G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia) divulgaram um comunicado no qual pedem o restabelecimento da democracia na Venezuela e a realização de novas eleições presidenciais. O grupo de nações industrializadas já havia rechaçado a eleição de 2018 da qual saiu vitorioso Nicolás Maduro.

O comunicado ressalta ainda que “a infraestrutura do país está degradada” e demonstra preocupação com a presença de forças militares russas na Venezuela, “o que corre o risco de agravar uma situação critica”. A Rússia abriu um centro de treinamento de pilotos de helicópteros militares na Venezuela.

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