Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de março de 2020
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) entregou ao governo um documento de nove páginas com demandas de medidas na área econômica. A entidade defende as iniciativas como necessárias para enfrentar o momento de crise do coronavírus.
As demandas na área tributária incluem o adiamento, por 90 dias, do pagamento de todos os tributos federais, incluindo as contribuições previdenciárias. Também seriam parcelados os montantes que tiverem o recolhimento adiado.
A CNI pede ainda a dispensa de pagamento, por 90 dias e sem multa, de parcelas de programas de refinanciamento de dívidas de contribuintes que já foram contemplados com esse tipo de benefício.
A lista ainda conta com a redução temporária das tarifas de energia elétrica, através da redução de encargos setoriais e do uso de bandeiras tarifárias mínimas.
A entidade pede também que bancos públicos ofereçam hedge (instrumento de proteção) cambial com condições melhores que as do mercado, para reduzir os impactos da desvalorização cambial provocada pela crise.
Além disso, a ampliação do uso das linhas de crédito do BNDES para insumos industriais e para pequenas empresas.
Na política monetária, a CNI defende que o governo reduza os compulsórios (montantes que os bancos são obrigados a manter nos cofres) sobre depósitos a prazo e depósitos à vista.
Consequências sociais negativas
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, avalia que as dificuldades para produzir, geradas pela falta de insumos e pela falta de liquidez, com a queda nas vendas, poderão levar diversas empresas eficientes à falência – o que, certamente, aumentará as consequências sociais negativas da crise.
“O uso de recursos públicos, escassos devido à situação fiscal, deve ser direcionado ao fortalecimento do sistema de saúde e ao alívio da situação financeira das empresas, para que se assegure a preservação dos empregos”, defende Robson Andrade.
Elaboradas em parceria com as federações estaduais das indústrias e com o Fórum Nacional da Indústria (FNI), que representa as associações setoriais, as propostas foram encaminhadas ao presidente da República, Jair Bolsonaro; ao ministro da Economia, Paulo Guedes; ao ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre; ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia; e a líderes de partidos e blocos partidários. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e da CNI.
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