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Mundo Escolas de Nova York ficarão fechadas até o fim do ano letivo

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As internações hospitalares por Covid-19 nos EUA atingem níveis recordes. (Foto: Reprodução)

O prefeito e o governador de Nova — respectivamente, Bill De Blasio e Andrew Cuomo — divergiram neste sábado sobre quando as escolas da cidade devem voltar a operar com normalidade em meio à epidemia de Covid-19.

Neste sábado, De Blasio anunciou o fechamento de todas as escolas públicas da cidade até o fim do ano letivo e a abertura do novo ano escolar, em setembro. Algumas horas depois, Cuomo, o governador do estado de Nova York, desmentiu o anúncio do prefeito, dizendo que não havia decisão sobre o fechamento das escolas, e que o prefeito não tinha poder para tomar uma decisão unlilateral.

Os casos do novo coronavírus nos Estados Unidos chegaram a 500 mil infectados na noite de sexta-feira, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins. O estado de Nova York, epicentro da epidemia no país, registrou 7.844 mortes, quase metade do total, com quase 170 mil casos confirmados.

De Blasio disse disse que tomou a decisão depois de conversar com o epidemiologista Anthony Fauci, principal consultor científico do governo, na noite de sexta-feira. Ele prometeu a distribuição de 240 mil computadores com internet até o fim de abril para garantir que todos possam ter aulas à distância. Um total de 175 mil já foram enviados até agora.

De Blasio ordenou que as 1,8 mil escolas públicas da cidade fechassem em 16 de março para conter a propagação da doença, com o objetivo inicial de reabri-las em 20 de abril. Mas, segundo o prefeito, logo ficou claro que a data era irreal.

Cuomo, no entanto, disse que De Blasio não poderia fechar unilateralmente as escolas da cidade sem coordenar com o restante da área metropolitana e insistiu que a decisão de reabrir as escolas de Nova York cabia a ele.

— É minha a autoridade legal nessa situação — disse o governador em resposta à pergunta de um repórter sobre se o fechamento de escolas na cidade de Nova York caiu sob sua autoridade sobre o prefeito da cidade.

As mensagens contrastantes confundiram alguns educadores. Se confirmado o fechamento até setembro, ele afetará 1,1 milhão de crianças em escolas públicas da maior cidade dos EUA, que deveriam concluir seus cursos no final de junho.

O número diário de mortes em Nova York pelo novo coronavírus continua por volta dos 700, com 777 vítimas fatais registradas no último dia em comparação aos 799 do dia anterior. Mas o governador de Nova York, Andrew Cuomo, mostrou um pouco de otimismo ao anunciar na sexta-feira que o número de pacientes em unidades de terapia intensiva em todo o estado caiu pela primeira vez desde o início da epidemia. Segundo Cuomo, a queda é um indício de que as medidas de distanciamento social estão reduzindo com sucesso a propagação do vírus.

— O que fazemos afetará, literalmente, a vida e a morte de centenas de pessoas — disse Cuomo a jornalistas, acrescentando que as autoridades estaduais estavam “cautelosamente otimistas” com a redução de algumas tendências de hospitalização. — Continuem fazendo o que estamos fazendo. Fiquem em casa porque isso funciona. Estamos achatando a curva.

Embora Nova York tenha testado cerca de 390 mil pessoas para coronavírus, mais do que qualquer outro estado dos EUA, o governador disse que a disponibilidade limitada de testes pode atrasar a reabertura de empresas e viagens.

Segundo um modelo da Universidade de Washington, estados como Nova York e Nova Jersey podem já ter superado seus picos de infecções nesta semana, mas o pior ainda está por vir para Flórida e o Texas, cujos cenários devem se agravar até o final do mês. O momento máximo de saturação de recursos médicos e hospitalares em Nova York deve ser neste sábado, segundo o mesmo modelo.

No mundo inteiro há 1,7 milhão de casos confirmados, com as mortes ultrapassando a marca dos 100 mil. Os EUA também bateram um novo recorde nesta sexta-feira e foram o primeiro país a registrar mais de 2 mil mortes em um período de 24 horas: foram 2.108.

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