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Ciência O Serviço de Inteligência dos Estados Unidos informou que o coronavírus teve origem na China, mas não foi criado pelo homem e nem geneticamente modificado

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Porto Alegre concentra a maioria dos casos de Covid-19 no RS. (Foto: iStock)

A principal agência de espionagem dos Estados Unidos disse pela primeira vez, nesta quinta-feira (30), que a comunidade de inteligência norte-americana acredita que o vírus da Covid-19 surgido na China não foi feito pelo homem nem geneticamente modificado.

O comunicado do Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (Odni) contradiz teorias conspiratórias veiculadas por ativistas anti-China e alguns apoiadores do presidente dos EUA, Donald Trump, que insinuam que o novo coronavírus foi desenvolvido por cientistas chineses em um laboratório de armas biológicas, do qual acabou escapando.

O posicionamento da agência também reforça comentários da Organização Mundial da Saúde (OMS), que no dia 21 de abril disse que todos os indícios disponíveis sugerem que o coronavírus surgiu em animais na China no final do ano passado e que não foi manipulado ou feito em um laboratório.

A Comunidade de Inteligência (IC) também concorda com o consenso científico abrangente de que o vírus da Covid-19 não foi feito pelo homem ou geneticamente modificado”, disse o Odni em comunicado.

A IC continuará a examinar rigorosamente a informação e as informações que surgirem para determinar se o surto começou através do contato com animais infectados ou se foi o resultado de um acidente em um laboratório de Wuhan”, acrescentou.

Autoridades norte-americanas a par de relatórios e análises de inteligência estão dizendo há semanas que não acreditam nas teorias conspiratórias segundo as quais cientistas chineses desenvolveram o coronavírus em um laboratório de armas biológicas do governo do qual este escapou mais tarde.

Em vez disso, eles disseram crer que ou o vírus surgiu naturalmente em um mercado de carne de Wuhan ou pode ter escapado de um dos dois laboratórios governamentais de Wuhan que estariam realizando pesquisas civis sobre possíveis riscos biológicos.

Trump, que culpa a China pela pandemia global, disse nesta quinta-feira que acredita que a maneira como a China está lidando com o coronavírus prova que esta “fará tudo que puder” para impedi-lo de se reeleger em novembro.

Mais de 3,21 milhões de pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus no mundo, e 227.864 morreram, de acordo com uma contagem da Reuters nesta quinta-feira.

Em uma entrevista concedida à Reuters no Salão Oval, Trump falou da China com dureza e disse que está estudando diversas opções em termos de consequências para Pequim em relação ao vírus. “Posso fazer muita coisa”, afirmou, sem dar detalhes.

Retórica de Trump

Donald Trump disse nesta quinta-feira que é possível que a China não conseguiu deter a propagação do coronavírus ou deixou que se disseminasse, reforçando sua retórica contra o país.

Em declaração a jornalistas, Trump se recusou a afirmar se considera o presidente chinês, Xi Jinping, responsável pelo que considera desinformação da China quando o vírus emergiu em Wuhan e se espalhou rapidamente pelo mundo.

Trump disse ainda que o acordo comercial com a China que ele concluiu com o presidente Xi agora é secundário em relação ao que o país asiático fez com o vírus. As informações são da agência de notícias Reuters.

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