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Política A autora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, Janaína Paschoal, diz estar preocupada com Jair Bolsonaro

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Deputada encaminhou texto que proíbe a “compra, venda, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas” nas instituições de ensino públicas e privadas do Estado (Foto: Folhapress)

Autora, ao lado de Miguel Reale Jr e de Hélio Bicudo, do pedido que deu base ao impeachment contra a presidente Dilma Roussef em 2016, a agora deputada estadual Janaía Paschoal (PSL-SP) diz que Bolsonaro está com uma “receita” para cair. “Não cometeu crime de responsabilidade (na divulgação do vídeo), mas não está tendo estabilidade emocional, mental, espiritual, para lidar com essas crises bobas, que estão ganhando frequência que começa a prejudicar o País”, disse. “Está cercado de gente que faz tudo para ele ficar isolado, essa é a receita para cair.” Para ela, um dos filhos está por trás do isolamento: “Eduardo mina todo mundo que dá sustentação ao pai”.

Segundo a deputada estadual do PSL-SP, Eduardo não quer ver o pai presidente até 2022 para ele próprio ser o candidato do governo ao Planalto. “Viaja o tempo inteiro, ataca todo mundo que dá sustentação ao pai. O que quer com isso? Falar que o pai é vítima e criar discurso para ele em 2022. O foco é a Presidência, não tenho dúvida”, afirmou.

Com a cisão do PSL e consequente criação do Aliança Pelo Brasil, Janaína e Eduardo, que já não se entendiam muito bem desde o ano passado, se tornaram adversários. Seguindo o raciocínio, ela diz que Carlos tem instinto de proteção ao pai, “uma coisa honesta”, enquanto Eduardo tem “um plano de poder pessoal”. “Imagina o discurso que ele não vai ter se o pai cair, de que sofreu golpe, a direita foi atacada”.

Pela Constituição, filhos de presidentes são inelegíveis. A teoria de Janaína, que é advogada constitucionalista, é, se Jair Bolsonaro não terminar o mandato por qualquer tipo de impedimento, aí, sim, um dos filhos estaria liberado para concorrer em 2022.

Após um tempo sumido, o vice Hamilton Mourão pouco a pouco vai retomando a rotina dos holofotes. Sexta-feira participou de palestra e defendeu Bolsonaro. Apesar de criticar a cúpula do Congresso frequentemente em suas redes sociais, Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) manteve o PSL no chamado “blocão”, maior agrupamento partidário da Câmara, a reboque do famoso Centrão.

Adversários apontam incoerência de Eduardo. O bloco, com 351 deputados liderado por Arthur Lira (PP-AL), foi criado para facilitar indicações à Comissão de Orçamento. Geraldo Alckmin tem viajado para cumprir compromissos no interior de São Paulo de ônibus: compra passagem, embarca e aproveita o tempo para ler e refletir. Como o Estado é grande, algumas viagens são bastante longas.

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