Quarta-feira, 27 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil A busca por informações sobre os testes rápidos para coronavírus dispara na internet

Compartilhe esta notícia:

A pesquisa pela expressão "Teste covid farmácia", por exemplo, cresceu 850% na última semana. (Foto: Cesar Brustolin/SMCS)

Com a escassez de exames na rede pública para confirmação do novo coronavírus e o recente anúncio da venda de testes de Covid-19 em farmácias, a busca por informações sobre os testes rápidos disparou nas pesquisas mais frequentes na internet, segundo dados do Google Trends, que monitora as tendências mais procuradas no Google.

A pesquisa pela expressão “Teste covid farmácia”, por exemplo, cresceu 850% nos últimos sete dias no buscador. Já o interesse por “valor do teste rápido para covid” subiu 400% em uma semana. A pergunta “como é feito o teste rápido do coronavírus”, por sua vez, saltou 780% nas últimas 48 horas. E “onde posso fazer o teste da covid-19?” subiu 660% nas buscas do Google.

Além disso, de acordo com o Google Trends, a busca por “mortes por coronavírus Brasil” praticamente dobrou de terça-feira (28) para quarta (29). O interesse pelo tema, afirma a empresa, saltou 80% em 24 horas depois que o Brasil registrou recorde de mortos pela doença em um único dia.

Perguntas gerais sobre a pandemia que desafia cientistas e médicos continuam no topo das buscas. A pesquisa por “como é a falta de ar da Covid-19?”, por exemplo, saltou 900% nos últimos sete dias no Google. Já “qual o primeiro sintoma da covid?” subiu 300%.

Entre as questões que mais cresceram sobre coronavírus na última semana com a expressão “como é”, estão “como é transmitido o coronavírus”, com alta de 560%, e “como é o resultado da covid-19”, com 220% de aumento de buscas.

Além disso, a divulgação de aumento de casos e as projeções sobre a curva da epidemia no Brasil se refletiram na alta de interesse dos internautas. A questão “como é o pico do coronavírus” subiu 220% nas buscas nos últimos sete dias.

Testes confundem

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta semana uma proposta que autoriza a aplicação de testes rápidos em farmácias e drogarias para detectar infecção pelo novo coronavírus.

O problema é que esses estabelecimentos não estão capacitadas para realizar esses exames. E, pior: esses testes podem ter alta porcentagem de falso negativo, o que coloca toda a população em risco.

Os exames sorológicos para o novo coronavírus com resultado instantâneo já estavam sendo vendidos mesmo sem regulamentação em farmácias no Rio, Paraná, Minas Gerais e Ceará por valores que chegam a R$ 500. Justamente por isso, a Anvisa se posicionou — equivocadamente.

Em primeiro lugar, um farmacêutico ou técnico de laboratório que aplica testes para o novo coronavírus precisaria estar treinado para informar o resultado ao paciente e às secretarias de saúde. Vender teste para uma infecção grave é muito diferente de detecção de gravidez ou de teor de glicose no sangue.

Indo além, o profissional que testa um possível paciente acometido por Covid-19 precisa fazer uso obrigatório de EPI (Equipamento de Proteção Individual), que está em falta para profissionais de saúde no Brasil todo.

E mais: um teste com resultado equivocado pode se transformar em um passaporte para o fim da quarentena de uma pessoa que pode estar infectada, além de embasar políticas públicas sem sustentação.

Hoje, o teste mais preciso para Covid-19 é o molecular (ou PCR em tempo real), que detecta o material genético do vírus. Isso quer dizer que ele já é positivo desde o momento em que a pessoa é infectada (mesmo que assintomática).

Foi com este teste que a Coreia do Sul e a Alemanha conseguiram acompanhar a taxa de transmissão do vírus. Esse teste é caro e está em falta no Brasil — a prioridade é para pessoas com sintomas e profissionais de saúde. Em São Paulo e no Paraná, no entanto, laboratórios privados têm oferecido teste pago de PCR com coleta em casa.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Neurologistas identificam derrame em pacientes com menos de 50 anos infectados pelo coronavírus
Mais de três mil pessoas já foram curadas do coronavírus no Rio de Janeiro
Pode te interessar