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Brasil A China vai ajudar a encontrar urânio no Brasil

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INB busca sócios privados para investir no setor. (Crédito: Reprodução)

A Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que atua desde a mineração de urânio à fabricação de combustível para usinas nucleares espera fechar uma parceria com a China National Nuclear Corporation (CNNC) para viabilizar financeiramente o desenvolvimento de novas minas no Brasil, com destaque para Rio Cristalino, no Pará, com reserva potencial estimada em 150 mil toneladas de urânio.

Estima-se que sejam necessários 20 milhões de dólares para as pesquisas minerais na região. Segundo o presidente da INB, João Carlos Tupinambá, uma possível parceria com os chineses pode contemplar outros projetos, como a pesquisa de uma mina subterrânea em Caetité (BA). “Provavelmente vamos receber no primeiro semestre uma comitiva técnica [da CNNC]”, disse Tupinambá, que esteve em Pequim no fim do ano passado, dentro da agenda de negociações com a companhia chinesa.

A medida faz parte da estratégia da INB de buscar sócios privados para investir no setor, devido à limitação de recursos do governo brasileiro para fazer frente a esses investimentos. “Gostaríamos de ter um sócio com capacidade de investimento para alavancar negócios”, explicou. Conta a favor da INB o interesse crescente da CNNC pelo setor nuclear brasileiro. Também no fim do ano passado a gigante chinesa assinou memorando de entendimentos com a Eletronuclear para uma possível participação na construção da usina nuclear de Angra 3, cujas obras estão paralisadas desde 2015.

Ele explicou que, um modelo possível, inclusive previsto no estatuto da companhia, seria a INB criar uma nova empresa, na qual ela detenha o controle com 51% de participação e o outro sócio fique com os 49% restantes. Também conta favoravelmente, segundo ele, a convergência hoje entre os principais agentes e autoridades do setor nuclear brasileiro, entre eles o ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e a Comissão Nacional de Energia Nuclear, no sentido de “desatar nós”que dificultam a viabilização de parcerias e negócios nessa área no País. (AG e Folhapress)

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