Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de dezembro de 2018
Autoridades colombianas estão investigando uma conspiração contra o presidente Ivan Duque, que pode envolver cidadãos venezuelanos presos portando “armas de guerra”, disse no sábado (29) o ministro das Relações Exteriores, Carlos Holmes Trujillo.
“Com imensa preocupação e absoluta condenação, quero informar à comunidade internacional que, nos últimos meses, investigações de inteligência estão ocorrendo sobre possíveis ataques à vida do presidente”, disse Holmes em um vídeo postado no Twitter.
Durante a publicação de 90 segundos, Trujillo, porém, não forneceu detalhes ou informações sobre os planos contra o presidente —que assumiu o cargo em agosto e vem enfrentando baixo apoio popular e protestos nas ruas.
Três venezuelanos foram detidos nos últimos dias com armas pesadas, afirmou Trujillo. Segundo a agência Reuters, dois venezuelanos foram presos em um ônibus na cidade de Valledupar com rifles equipados com telescópio, e um terceiro foi preso depois.
O anúncio do governo da Colômbia ocorre em meio a tensões entre Bogotá e Caracas. A Colômbia pediu que países “defensores da democracia” não reconheçam o governo da Venezuela a partir de 10 de janeiro e retirem seus embaixadores.
Duque, que assumiu o cargo em agosto, vem liderando um esforço na América Latina para isolar o governo da Venezuela —cuja crise econômica levou milhões de venezuelanos a fugir à escassez de alimentos e à hiperinflação.
Em um episódio recente, o governo da Colômbia negou ter sugerido uma aliança militar com o presidente eleito no Brasil Jair Bolsonaro e afirma buscar uma saída diplomática para a situação da Venezuela.
O ditador Nicolás Maduro acusa a Colômbia de ajudar “terroristas”, relembrando casos como a explosão de um drone na Venezuela. A Colômbia refuta as acusações.
Apagões
O ditador Nicolás Maduro culpou nesta quarta-feira (26) “grupos treinados” na Colômbia pelos frequentes apagões sofridos no estado de Zulia, em meio à crise energética na Venezuela.
“Há grupos treinados na Colômbia para atacar o sistema elétrico. E são ataques terroristas (…), uma guerra de guerrilha, terrorista, contra o sistema”, declarou Maduro, durante um ato de entrega de moradias estatais. Falhas elétricas são comuns na Venezuela, especialmente em estados ocidentais como Zulia, Tachira, Merida, Trujillo e Barinas.
Zulia é uma das regiões mais afetadas, com cortes que duram mais de 24 horas. Não eram comuns em Caracas, mas ao longo de 2018 houve vários blecautes em massa na capital venezuelana. Até mesmo o Estado de Roraima, único que não está integrado ao sistema brasileiro de distribuição de energia elétrica e é dependente da energia vinda da Venezuela, tem sofrido.
Especialistas relacionam o problema à deterioração da infraestrutura e à falta de investimentos, a ausência de expertise e a atos de corrupção. No entanto o governo Maduro geralmente os atribui a “sabotagem” quando dá alguma explicação para a população.
Os comentários estão desativados.