Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de junho de 2016
A defesa da presidenta afastada Dilma Rousseff argumentou ao STF (Supremo Tribunal Federal), nessa segunda-feira, que o processo de impeachment foi deflagrado com objetivo de “mitigar a persecução penal” de investigados pela Operação Lava-Jato.
O pressuposto foi manifestado no pedido do advogado da petista, José Eduardo Cardozo, para ter acesso aos depoimentos do ex-presidente da Transpetro e delator Sérgio Machado, tornados públicos no dia 15 de junho, após decisão do ministro Teori Zavascki.
Na avaliação de Cardozo, as declarações de Machado corroboram a tese de Dilma de que houve um desvio de finalidade no ato do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teria deflagrado o processo de impeachment “com o objetivo de evitar a persecução penal de supostos envolvidos em recebimento de propina que estavam na mira da força-tarefa da Lava-Jato”.
Interesses
Além de reafirmar que houve vingança e interesse pessoal por parte de Cunha na decisão que autorizou a abertura do processo contra Dilma no Congresso Nacional, a defesa da presidenta afastada sustentou que o ato também teve como finalidade “a satisfação de todo um grupo político”, em alusão ao PMDB. (ABr)
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