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Notícias A empresa gaúcha Taurus chegou a um acordo final para encerrar uma ação na Justiça nos Estados Unidos

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Essa é mais uma medida que, na prática, facilita o acesso a armas no País. (Foto: Reprodução)

A fabricante Taurus Armas (antiga Forjas Taurus), sediada na cidade gaúcha de São Leopoldo, informou ter chegado a um acordo final sobre uma ação movida por um grupo de acionistas da empresa nos Estados Unidos, por supostos defeitos apresentados em modelos de revólver da marca Rossi.

O processo foi movido na corte distrital do Sul da Flórida por William Burrow, Oma Louise Burrow, Suzanne Bedwell e Ernest Bedwell, tendo como alvo a Taurus e sua controlada Braztech International L.C.. O próximo passo é a homologação pela Justiça norte-americana.

“A administração da Taurus entende que a celebração deste acordo é a medida mais eficaz para minimizar impactos financeiros à Companhia, e dar mais estabilidade à gestão”, diz uma nota distribuída à imprensa e ao mercado nessa segunda-feira. “Esta decisão corrobora com o processo de reestruturação que a empresa está vivendo, buscando rentabilidade sustentável e melhora dos indicadores financeiros e operacionais.”

Em janeiro, ao anunciar um acerto preliminar nas tratativas para encerrar a ação, a companhia sublinhou que poderia reconhecer um efeito negativo em seus balanços financeiros, em um montante de até US$ 7,9 milhões no patrimônio líquido na companhia. Esse valor se refere a custos processuais, indenizações e honorários dos advogados dos autores.

Queda nas ações

Em janeiro, as ações da Taurus Armas, antiga Forjas Taurus, despencaram em janeiro, paradoxalmente após o presidente assinar o decreto que flexibilizou a posse de armas-de-fogo no País. Segundo especialistas, a queda ocorreu em maio ao que o mercado conhece como “comprar no boato e vender no fato”.

Ou seja: a expectativa de um incremento nas vendas havia feito com que os papéis da companhia gaúcha subissem mais de 60% apenas nos primeiros dias de 2019 (em 2018, a disparada chegou a quase 150% nos papéis preferenciais).

Acontece que o decreto de Bolsonaro não se mostrou tão benéfico quanto parecia inicialmente e pouco deve ajudar a Taurus a melhorar seus resultados, atualmente considerados ruins pelo mercado. Dentre outros fatores para isso está a previsão de maior concorrência, com a abertura do mercado para fabricantes estrangeiras, também cogitada pelo governo federal.

No terceiro trimestre do ano passado, a Taurus faturou R$ 192,3 milhões, crescimento de 3% na comparação com igual período de 2017. O lucro foi de R$ 48 milhões, ante um prejuízo de R$ 18,5 milhões no terceiro trimestre de 2017. A dívida líquida da companhia era de R$ 887,5 milhões no terceiro trimestre.

(Marcello Campos)

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