Quarta-feira, 13 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2016
A força expedicionária da Rússia na guerra da Síria terá três bases próprias – uma delas, a terceira, capaz de receber até cem aviões e abrigar tropas de terra: os spetsnaz, fuzileiros treinados para atuar sob condição crítica, violenta. Será, ainda, o núcleo de concentração dos soldados da Companhia Wagner, mercenários russos obrigatoriamente contratados como seguranças dos centros militares, de autoridades locais e de pontos sensíveis, como centrais de geração de energia.
Há seis dias, estão em Hmeimim quatro caças Su-35S novos. É o mais poderoso jato de ataque da aviação russa, capaz de voar a 2,4 mil quilômetros por hora e levar mísseis de vários tipos, bombas inteligentes, foguetes e cargas explosivas até 8,5 toneladas. O radar de bordo pode localizar 15 alvos a até 400 quilômetros, priorizá-los pelo grau de ameaça, selecionando armamento adequado contra os seis de maior risco.
O local da nova base é Al-Shairat, na região central do território sírio. Lá funciona um grupamento aéreo da Síria que será transferido para Damasco. A reforma precisa estar pronta em, no máximo, três semanas. O Ministério da Defesa russo estaria preparando uma vasta ofensiva aérea para o fim de março, o que exigiria um centro de comando, inteligência e controle. Al-Shairat fica próxima de Homs, polo financeiro que continua funcionando mesmo sob as circunstâncias críticas do conflito.
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