Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de novembro de 2020
A França ultrapassou a Rússia e se tornou, nesta terça-feira (17), o quarto país com mais casos de coronavírus no mundo, superando os 2 milhões de infectados, aponta levantamento da Universidade Johns Hopkins.
O país é um dos mais afetados pela segunda onda de contágio na Europa e está em sétimo entre as nações com maior número de mortes (45,1 mil).
As internações por coronavírus na França já excedem as da primeira onda, com mais de 32 mil pacientes atualmente em hospitais, anunciou o primeiro-ministro francês, Jean Castex, na última semana.
Diante desta situação de saúde, “seria irresponsável suspender ou mesmo flexibilizar o dispositivo de confinamento”, disse o primeiro-ministro, que enfrenta a indignação de comerciantes que exigem um relaxamento das medidas em vigor.
O presidente francês, Emmanuel Macron, decretou um novo confinamento a nível nacional no dia 30 de outubro, o que obriga ao fechamento de negócios considerados não essenciais.
Atualmente, os franceses só podem sair de casa para trabalhar, quando não podem fazer isso de casa, ir a uma consulta médica, ajudar um parente, fazer compras essenciais ou sair rapidamente para fazer exercícios ou dar um passeio perto de casa.
O país é o sexto em número de mortes (atrás de EUA, Brasil, Índia, México e Reino Unido) e o nono em número de casos.
São 733,8 mil italianos infectados, e a pressão sobre os hospitais continua a crescer. Há mais de 33 mil pessoas hospitalizadas no país, das quais 3,6 mil estão em UTIs.
Medidas de restrição
Para tentar conter o vírus, o governo italiano decretou até 3 de dezembro um toque de recolher nacional entre as 22h e as 5h, restringiu o horário dos restaurantes e fechou cinemas, teatros, ginásios ou piscinas.
O governo francês também adotou medidas de restrição desde o fim de outubro, como o fechamento de bares, restaurantes e comércios e a volta da exigência de que pessoas apresentem justificativas para circular nas ruas.
A Áustria começou nesta terça um lockdown, que inclui o fechamento de escolas e lojas não essenciais, duas semanas após o estabelecimento de um bloqueio parcial que não conteve a propagação do coronavírus no país.
Preocupação na Alemanha
Mais cedo, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que estava muito preocupada com a disseminação descontrolada do coronavírus em alguns lugares, incluindo a capital Berlim.
“Os números de infecções não estão mais crescendo exponencialmente, mas ainda estão altos demais. Então temos que diminuir os contatos, diminuir os contatos, diminuir os contatos”, afirmou a chanceler.
Merkel disse que cerca de 30% a 40% da população alemã está vulnerável, incluindo os idosos e aqueles com problemas de saúde. “Colocar a pandemia sob controle é a melhor solução para a economia também”.
Os comentários estão desativados.