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Mundo A França indicou que boa parte do arsenal químico sírio foi destruído

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Ministro francês Jean-Yves Le Drian disse que haverá uma nova intervenção militar em caso de novos ataques químicos. (Foto: Reprodução)

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, afirmou neste sábado que “foi alcançado o objetivo” do ataque da noite passada sobre a Síria e que, como consequência dos bombardeios, “boa parte do seu arsenal químico foi destruído”.

Em entrevista no canal de notícias BFMTV, Le Drian expressou sua confiança de que o regime de Bashar al-Assad e seus aliados tenham “compreendido a lição” após os bombardeios, e afirmou que se tiver outro ataque com armas químicas “haverá outra resposta”.

“O objetivo era destruir os instrumentos químicos do regime e mostrar a Al Assad que quando é cruzada a linha vermelha, há consequências”, disse. Ele explicou que, na ausência de completar as análises sobre o tipo de armamento
químico que supostamente foi utilizado contra a população civil em Duma, há uma semana, a França tem a segurança que havia cloro, embora, pelos efeitos constatados entre as vítimas, poderia haver outros elementos.

O governo francês divulgou um dossiê com as supostas provas do uso de armas químicas pelo regime de Bashar al-Assad, mas nele se reconhece que se trata de informações dos seus serviços de inteligência e que não houve uma análise de amostras químicas. Apesar de não possuir resultados de amostras químicas, o relatório descreveu evidências de que Bashar al-Assad estava por trás de um ataque químico contra civis na Síria na semana passada.

As conclusões do relatório foram extraídas de depoimentos de testemunhas e fotos coletadas pela inteligência francesa, bem como de vídeos e fotos postados na internet que analistas de inteligência consideravam autênticos.

Justificativa

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian considerou que a missão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) que acaba de chegar à Síria para investigar o ocorrido em Duma, chega “tarde demais”, embora tenha mostrado apoio ao seu trabalho para esclarecer as condições do ataque.

E assegurou que a visita que o presidente francês, Emmanuel Macron, pretende fazer no final de maio à Síria não foi colocada em questão pela ação dos aliados.

O presidente da França, Emmanuel Macron, tem sofrido pressão para sustentar a sua alegação na semana passada, de que a França teria “provas” de que o regime de Assad teve um papel no ataque.

Analistas dizem que a decisão da França de se unir aos ataques aéreos com os EUA e o Reino Unido rompe com a insistência do país de que uma ação militar só deve ser tomada quando apoiada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) ou outros organismos multilaterais como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Thomas Gomart, analista do Instituto Francês de Relações Internacionais, disse que os ataques eram “definidores” para Macron, porque agir sem um mandato da ONU “invalidará parte dessa conversa sobre a defesa do multilateralismo”.

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