Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de janeiro de 2020
A fuga cinematográfica do Japão para o Líbano que foi protagonizada no final de 2019 pelo brasileiro Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan-Renault, será tema de um novo game nipônico intitulado “Ghone is Gone”. Trata-se de uma uma espécie de trocadilho com o sobrenome do executivo de 65 anos, já que a expressão em inglês “is gone” significa algo com “se foi”, em uma livre tradução para o português. Até uma suposta imagem da novidade “vazou” na imprensa local.
O jogo está previsto para ser lançado no dia 22 deste mês, segundo a empresa desenvolvedora e, de acordo com o jornal “Bloomberg”, tem como principal personagem um ex-executivo chamado Loscar Gon, que evita promotores, policiais e ex-colegas, tudo para sair do país sem ser incomodado. A história, obviamente, é inspirada na forma pela qual o brasileiro teria embarcado para Beirute, após deixar a casa na qual era mantido em prisão domiciliar em um bairro de luxo em Tóquio.
Detentor de nacionalidades francesa, libanesa e brasileira, o ex-presidente da Nissan-Renault é alvo de quatro acusações no Japão, incluindo os crimes de sonegação, desfalque financeiro e abuso de confiança agravado. Enquanto aguardava julgamento, ele escapou para o Líbano em um jato particular.
Noticiários já recriaram o ato de fuga de Ghosn na TV, colocando apresentadores em caixas de equipamentos de áudio semelhantes às supostamente utlizadas pelo ex-presidente da Nissan-Renault para deixar a metrópole asiática rumo ao Oriente Médio. Até mesmo especialistas em segurança foram chamados à imprensa para tentar detalhar como Ghosn evitou ser descoberto durante cada etapa de sua jornada de fugitivo.
“A sua fuga foi como uma novela ou mesmo um filme de ação, de forma muito interessante. Quando vi as notícias, pensei no quanto isso é incrível e que as pessoas com dinheiro realmente podem fazer qualquer coisa que quiserem”, declarou Masaru Sato, funcionário de um banco de Osaka, ao ser entrevistado sobre o caso pelo jornal norte-americano “The Washington Post”.
Líbano
Na última quinta-feira, a Justiça do Líbano proibiu Carlos Ghosn de deixar o país. A decisão veio depois de o executivo ser interrogado pela Procuradoria-Geral no âmbito de uma ordem de prisão encaminhada pela Interpol, segundo informou às agências internacionais de notícias uma fonte judicial.
Ainda conforme esse relato, as autoridades de Beirute pediram às de Tóquio uma espécie de dossiê sobre o processo judicial movido no país contra o ex-presidente da Renault-Nissan. O Líbano, que indicou não ter um acordo de extradição com o Japão, confirmou na semana passada ter recebido um pedido de risão de Carlos Ghosn da Interpol.
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