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Brasil A futura ministra da Agricultura reforçou a crítica de Onyx Lorenzoni a ONGs ambientais

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Tereza Cristina diz que há exageros e “coisas muito ideológicas”. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

Um dia depois da fala que causou mal-estar à Noruega, maior doadora do Fundo Amazônia, pelo ministro Extraordinário da transição de governo Onyx Lorenzoni, a futura ministra da Agricultura Tereza Cristina endossou as críticas do colega às ONGs ambientalistas. Para ela, há exageros e “coisas muito ideológicas”. Ela defende que seja feito um pente-fino para averiguar para onde está indo parte do dinheiro das multas agropecuárias destinada a projetos ambientais por meio das ONGs.

“Realmente existem exageros e coisas muito ideológicas. Existe muito dinheiro para essas ONGs. A gente quer saber onde é que ele é aplicado, o que é que ele traz de resultado. Temos mais de R$ 15,3 bilhões de multa no setor agropecuário, e um percentual acaba indo para ONGs. Mas vai pra quê? Vai pra melhorar o quê? Quais são os projetos? Qual é a utilidade? Isso é que a gente quer pôr na mesa e dar o encaminhamento”, disse a futura ministra.

Onyx, na terça-feira, citou a questão da destinação de um percentual das multas para as ONGs e disse que “não dá para vir a ONG da Noruega ou lá da Holanda e vir aqui dizer o que é que a gente tem que fazer”. A declaração de Onyx provocou uma resposta do governo norueguês. Pelo Twitter, o embaixador da Noruega no Brasil, Nils Martin Gunneng, disse que a Noruega aprendeu muito a respeito de preservação ambiental com o Brasil. E que essa parceria já dura dez anos. A Noruega é a principal financiadora do Fundo Amazônia, que custeia projetos de proteção da floresta contra o desmatamento, e já doou mais de US$ 1 bilhão.

Após encontrar com o presidente eleito Jair Bolsonaro, Tereza Cristina disse que o presidente eleito pediu a ela que faça um estudo para indicar que áreas podem ser incorporadas ao Ministério da Agricultura. Segundo ela, Pesca, Agricultura Familiar, o Incra e as florestas plantadas poderão fazer parte da nova formulação do Ministério. A deputada disse que não foi consultada sobre um nome para ocupar o Ministério do Meio Ambiente, e que o cargo só deve ser ocupado após a reestruturação das áreas do Ministério da Agricultura.

“Foi muito boa a conversa, ele me deu liberdade para fazer as modificações e levar a reestruturação que a gente quer. A Pesca, que vai voltar para a Agricultura, não está batido o martelo. Ninguém quer inventar a roda”, afirmou Tereza.

A futura ministra, que é presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, reuniu a bancada ruralista hoje e pontuou que gostaria de ver aprovado ainda este ano o projeto que altera as regras do Licenciamento Ambiental. Outra pauta cara à futura ministra é o projeto de lei que ficou conhecido como PL do Veneno, que mexe nas leis para permitir a entrada de agrotóxicos que hoje são proibidos no Brasil.

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