Domingo, 15 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Carlos Roberto Schwartsmann A inevitável morte

Compartilhe esta notícia:

O papa Francisco foi para o céu, mas cumpriu sua missão com louvor e reconhecimento. (Foto: Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A morte do querido Papa Francisco nos induz a reflexões sobre a vida e a morte.

No meu cotidiano de ortopedista, na última consulta antes da cirurgia, pergunto ao paciente: “Certamente o senhor sabe o pior desfecho que poderá acontecer na sua cirurgia?!”

“O senhor não sabe?! É a morte, é a nossa principal complicação!”

“Mas doutor a tecnologia e a medicina estão tão evoluídas!!”

É verdade, mas mesmo assim, aviões caem e pacientes morrem. Os doentes podem morrer por choque anafilático, sangramento, embolia pulmonar etc. Até da anestesia!

Frequentemente escuto: “Doutor estou velho, cansado e com muita dor! Se Deus me levar será um presente.”

Respondo: “Será uma dádiva para o senhor, mas não para nós. O senhor irá para o paraíso e neste cenário quem ficará com a dor e o sofrimento somos nós: os médicos, familiares e amigos.”

“Portanto fique mais um pouco entre nós!”

O Papa Francisco foi para o céu, mas cumpriu sua missão com louvor e reconhecimento.

Deixou para nós a tristeza e a desolação.

Deixou um exemplo de bondade, simplicidade e humildade. Beijou crianças! Beijou pés e beijou o chão! Usou vestimentas simples. Abandonou os adornos papais. Combateu as desigualdades sociais.

Descanse em paz, “Franciscus”!

Nós médicos sabemos que a vida e a morte caminham juntas.

Entretanto, a morte de um idoso não nos choca tanto quanto a morte de um jovem.

Diariamente ouvimos notícias de mortes por overdose, acidentes de carro, suicídio, infarto do miocárdio etc.

São pessoas hígidas que no minuto seguinte perdem a vida. É o golpe do destino!

Os velhos por serem mais experientes enfrentam a morte com mais naturalidade, seriedade e sabedoria.

Eles sabem que na vida o mais importante é deixar o exemplo. Um legado a família, aos amigos e aos discípulos.

Um velho aforisma expressa bem esta condição humana.

“A morte é a única certeza que temos na vida.”

Carlos Roberto Schwartsmann – Médico e professor universitário

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Carlos Roberto Schwartsmann

Golpe forte
Alckmin reforça Lula como candidato em 2026, mas desconversa sobre vice
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar

Carlos Roberto Schwartsmann Enamed, era previsível!!

Carlos Roberto Schwartsmann “Free fruits for kids”

Carlos Roberto Schwartsmann Brasil e Austrália

Carlos Roberto Schwartsmann A medicina e o comprometimento