Segunda-feira, 29 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 17 de janeiro de 2020
Está confirmado para 16 de março o início do julgamento de três acusados pela morte de 242 pessoas no incêndio da boate Kiss, ocorrido em Santa Maria há sete anos. A data foi confirmada pela 1ª Vara Criminal do município da Região Central do Rio Grande do Sul. Sentarão no banco dos réus o empresário Mauro Londero Hoffmann e os músicos Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos.
O júri popular será realizado no Centro de Eventos da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria). Já o quarto acusado, empresário Elissandro Callegaro Spohr, será julgado em data a ser definida e em Porto Alegre – a transferência para outra comarca foi determinada pela 1ª Câmara Criminal do TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul).
Elissandro e Mauro eram sócios da casa noturna, ao passo qu e Luciano e Marcelo integravam a banda que apresentou o show pirotécnico que resultou nas chamas que tomaram conta do estabelecimento na madrugada de 27 de janeiro de 2013. Eles são denunciados por 242 homicídios duplamente qualificados (motivo torpe e emprego de meio cruel) e tentativa do mesmo crime por mais 636 vezes, número que corresponde ao de sobreviventes identificados.
Em junho, os ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiram que os réus devem ser submetidos a júri popular, com base no entendimento de que havia “indicação de evidência suficiente sobre o aventado dolo eventual nas condutas dos réus”. Após a decisão, Ulysses Fonseca Louzada acabou dividindo o julgamento dos réus para datas diferentes – Marcelo e Mauro seriam julgados em março e Elissandro e Luciano, em abril.
Os acusados acabaram recorrendo da decisão. Ao analisar os recursos, em dezembro passado, a 1ª Câmara Criminal do TTJ-RS determinou a transferência do júri de Elissandro para outra comarca.
Torcedores
Na manhã dessa segunda-feira, o MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul), por meio da Promotoria de Justiça do Torcedor e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), prenderam preventivamente 12 integrantes de torcidas organizadas do Inter que brigaram no lado de fora do estádio Beira-Rio, após o jogo entre Inter e Atlético-MG, no dia 8 de dezembro, pela última rodada do Campeonato Brasileiro.
A operação foi coordenada com o apoio da BM (Brigada Militar), ocorreu em Porto Alegre e outras cidades da Região Metropolitana. Os mandados de prisão tiveram como base a investigação sobre o envolvimento dos denunciados em crimes de lesão corporal, tumulto, dano e associação criminosa.
O confronto entre integrantes das organizadas também foram registrados nas avenida Padre Cacique, próximo ao estádio colorado, em local de grande circulação de pessoas e com ampla divulgação pela imprensa e pelas redes sociais na época dos fatos, impressionando a opinião pública por causa da violência nas agressões cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão – em uma das cenas, um torcedor aparece desmaiado após receber um chute no rosto e, mesmo descordado, segue recebendo pontapés.
(Marcello Campos)
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