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Notícias A Nasa cria “tijolos” de fungos e bactérias para construir casas em Marte

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Construções com tijolos feitos desses organismos seriam mais econômicas e sustentáveis. (Foto: Reprodução)

Colonizar Marte é um plano que parece estar mais próximo a cada dia. Além dos quatro veículos exploratórios que serão enviados para lá em 2020, estudos sobre as reservas de água e a alimentação (provavelmente vegetariana) dos futuros marcianos ganharam o noticiário nos últimos tempos. Agora, uma nova pesquisa da Nasa pode resolver outra questão: encontrar uma solução para a construção de moradias no Planeta Vermelho.

Segundo uma declaração à imprensa, membros da agência espacial descobriram como transformar fungos em blocos de construção. “No momento, os projetos tradicionais de habitat para Marte são como uma tartaruga: carregar nossas casas conosco, nas costas, um plano confiável, mas com enormes custos de energia”, disse Lynn Rothschild, principal pesquisadora do projeto.

A saída encontrada pelos especialistas da Nasa é usar o micélio, um conjunto de fios minúsculos conhecidos como hifas, que ficam emaranhados e podem se conectar. Se estiverem sob as condições certas, esses organismos podem ser moldados e criar novas estruturas – como tijolos.

A ideia dos pesquisadores é planejar uma espécie de parede que consiste em três camadas. No topo, haveria gelo para proteger as pessoas da radiação nociva do espaço, além de fornecer recursos para os organismos da camada intermediária: micróbios fotossintetizadores conhecidos como cianobactérias. Essas criaturas produziriam oxigênio para os astronautas e nutrientes para os micélios fúngicos, o principal constituinte da última camada do material.

Os fungos formariam a parte principal dos blocos de construção, e seriam aquecidos de forma a garantir que eles não se proliferariam mais. Além disso, uma segunda medida protetiva seria modificá-los geneticamente para que não sobrevivessem por lá. Isso porque os especialistas teriam de garantir a proteção do Planeta Vermelho contra uma possível “invasão” desses organismos.

As pesquisas em torno do material ainda estão no começo, mas elas já se mostram promissoras – e não apenas para os futuros marcianos. Segundo Rothschild, os terráqueos também poderiam se beneficiar dessa tecnologia. “Quando projetamos para o espaço, somos livres para experimentar novas ideias e materiais com muito mais liberdade do que faríamos na Terra”, explicou Rothschild. “E depois que esses protótipos são projetados para outros mundos, podemos trazê-los de volta ao nosso.”

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