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Tecnologia A licitação do 5G vem aí: Saiba porque o leilão do Brasil vai ser o maior do mundo

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Anatel aprovou detalhes da licitação do 5G no Brasil. (Foto: Reprodução)

A licitação do 5G do Brasil será o maior leilão de radiofrequências da história do país e a maior oferta pública de capacidade para a tecnologia móvel de quinta geração no mundo, avaliam fabricantes de equipamentos e operadoras de telecomunicações.

A Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) deu o primeiro passo para tirar o 5G do papel no Brasil nesta quinta-feira (6) ao aprovar que o edital do leilão entre em consulta pública. A discussão do assunto foi um processo que se arrastou durante oito meses de idas e vindas.

5G na Coreia do Sul

Irão a leilão faixas de frequência em quatro bandas: 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz e 26 GHz. Pense nessas faixas como rodovias no ar por onde circulam os dados enviados e recebidos por dispositivos conectados como smartphones e computadores. Quando ocorre uma licitação de espectro, é como se estradas dessas estivessem sendo oferecidas à iniciativa privada.

Entre as diretrizes aprovadas, os conselheiros ampliaram para 400 MHz a banda a ser usada na faixa de 3,5 Ghz, a mais usada do mundo.

“É o maior leilão para o 5G dentre os que já foram feitos no mundo para essa tecnologia”, disse Marcos Ferrari, presidente da Telebrasil, a associação das operadoras no Brasil.

Essa também é a avaliação na indústria. Tiago Machado, diretor de relações institucionais da Ericsson, que fabrica equipamentos de telecomunicação, avalia ainda que o leilão aumentará muito a capacidade à disposição das operadoras para ofertar internet.

Isso porque a licitação colocará à disposição 3,7 GHz em capacidade espectral: 400 MHz nos 3,5 GHz, 20 MHz nos 700 MHz, 90 MHz nos 2,3 GHz, 3,26 GHz nos 26 GHz.

“Se você somar as frequências que as operadoras têm em uso com 2G, 3G e 4G dá uns 600 MHz. O leilão trará mais de seis vezes o que a gente tem em operação hoje. Isso ajuda a mostrar quanto o 5G é fundamentalmente diferente e capaz, afinal ocupa muito mais banda”, comenta Machado.

“Nunca vi tanto espectro sendo leiloado assim de uma única vez”, Francisco Soares, diretor de relações institucionais da Qualcomm, maior fabricante de processadores para celulares do mundo.

Nem toda essa capacidade será usada para o 5G. O espectro a ser leiloado nos 700 MHz é a sobra de outra licitação. Em 2014, Tim, Claro e Vivo arremataram porções do espectro que já estão sendo usadas para oferecer 4G com maior alcance — o modelo inicial adotado no país era o que operava na faixa dos 2,5 GHz. A avaliação no mercado é que ele será voltado à Oi, que não participou do certame anterior.

Devem ser usadas para o 5G as faixas do 3,5 GHz e do 26 GHz. Esta última é chamada de faixa milimétrica e oferece alta capacidade de transmissão, o que inclui também maior velocidade. Neste caso, o alcance do sinal é limitado. Para contornar a limitação, mais antenas precisarão ser instaladas.

Para as teles, isso será um problema. As autorizações para novas estações de radiobase demoram a sair no Brasil, ainda que esteja em vigor a Lei das Antenas, criada para facilitar esse procedimento. Acontece que são os municípios os responsáveis por definir regras para uso do solo e cada um possui exigências próprias.

Ferrari, da Telebrasil, diz que isto é uma das questões que deverão ser pacificadas para o 5G ser oferecido plenamente. Outros pontos são a tributação de sensores da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) e o direito de passagem.

Quando vai ser?

O edital ficará em consulta pública durante 45 dias. Ao final do processo, já devem estar prontos detalhes como precificação, lance mínimo e quanto as vencedoras do leilão terão de desembolsar para mitigar o impacto sobre outros serviços de telecomunicação. Isso ocorrerá devido à proximidade das faixas. O 5G oferecido pelo 3,5 GHz vai interferir na TV aberta por antena parabólica, que opera no 3,7 GHz.

Como será o leilão?

O leilão terá faixas dedicadas à operação nacional do 5G e outras voltadas à operação regional. A faixa dos 3,5 GHz, a mais atraente, será licitada de forma regional e nacional, para que as empresas adquiram o direito para atuar em áreas mais rentáveis em conjunto com áreas menos interessantes do ponto de vista econômico. É o chamado “filé com osso”.

As empresas de pequeno porte e aquelas que não têm presença no Brasil terão uma vantagem. Isso é uma novidade nos leilões promovidos pela Anatel. Elas terão prioridade na hora dos lances por um bloco dentro da faixa mais buscada, a de 3,5 GHz.

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