Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de julho de 2018
A Microsoft, o Google, o Facebook e o Twitter anunciaram o “Data Transfer Project” (DTP, “projeto de transferência de dados”, em português), uma iniciativa que que deve criar um sistema padronizado para a “portabilidade de dados” na internet, dando ao internauta a capacidade de migrar seus dados de um provedor de serviço a outro com facilidade. A tecnologia dispensaria a criação de um novo perfil ao trocar ou testar uma rede social, por exemplo.
Assim como a portabilidade numérica na telefonia, a portabilidade de dados na internet melhoraria a concorrência entre os provedores: seria possível migrar todas as playlists e artistas preferidos em um serviço de música para outro, migrar fotos, informações pessoais e assim por diante – tudo com apenas alguns cliques.
Outros cenários facilitados seriam o da migração no caso de um provedor cancelar um serviço e também o backup, para que o internauta possa guardar uma cópia de suas informações em seu próprio computador. Essas funções já são possíveis em alguns casos hoje, mas cada provedor possui regras e procedimentos diferentes. Alguns serviços, no entanto, ainda seguem na direção oposta, dificultando a migração de dados.
Para tornar isso realidade, as empresas pretendem desenvolver um software que tire proveito das interfaces de programação (API, na sigla em inglês) que cada provedor de serviço expõe. Com a autorização do internauta, o programa poderia chamar essas APIs para baixar os dados.
Por enquanto, tudo ainda está em fase de desenvolvimento. Um programa foi disponibilizado, mas ele está em testes e não deve ser usado em cenários reais. Também ainda não há nenhum site compatível. O código, porém, foi liberado para que programadores interessados possam contribuir. Uma documentação também foi preparada para que outras empresas além das que já integram o DTP possam fazer parte da iniciativa.
Bloqueio de crianças
O Facebook e o Instagram vão começar a banir ativamente perfis de crianças que fingem ser maiores de idade para usar as redes sociais. Com a mudança, moderadores que trabalham nas plataformas poderão bloquear qualquer conta suspeita, confirmou um porta-voz da rede social ao site TechCrunch – o protocolo anterior era banir esse tipo de perfil somente mediante denúncias de outros usuários.
Uma vez bloqueado, o dono da conta poderá recuperá-la se apresentar um documento de identidade com foto que prove que ele tem mais de 13 anos – é possível usar o celular para tirar a foto e encaminhar a imagem para a rede social.
A atualização vai ao encontro dos termos de uso de ambas as plataformas: o texto alerta que menores de 13 anos não podem se cadastrar nas redes sociais.
Na última semana, o britânico Channel 4 afirmou, em reportagem, que funcionários terceirizados pelo Facebook para revisar o conteúdo postado na rede social eram orientados a ignorar perfis que parecessem ter menos de 13 anos. “Precisamos de uma confissão de que a pessoa é menor de idade. Se não, nós apenas fingimos que somos cegos e que não sabemos qual a aparência de uma criança”, afirmou um funcionário da agência CPL Resources, que presta serviço para a rede social, ao canal de televisão.
O Facebook defendeu-se afirmando que todo o trabalho das terceirizadas é checado uma segunda vez por funcionários da rede social. Em seu blog corporativo, a empresa disse estar reforçando a mensagem de que suas equipes não devem ignorar esses perfis.
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