Sábado, 13 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 20 de março de 2021
A Nasa (agência espacial americana) finalizou um teste de oito minutos dos motores de um foguete construído pela Boeing para as missões Artemis, que têm o objetivo de levar de volta astronautas à Lua até 2024, mais de meio século depois da última caminhada lunar.
A Nasa conduziu teste de fogo e calor do núcleo do foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS, na sigla em inglês) para simular um lançamento e disparar os motores enquanto o veículo estava ancorado em uma torre no Centro Espacial Stennis, no Estado norte-americano do Mississippi.
Os quatro motores RS-25 rugiram e se acenderam pelo tempo de duração do teste e preencheram os arredores e o céu com nuvens de fumaça branca. Depois que os motores foram desligados, foi possível escutar os funcionários da Nasa aplaudindo na transmissão ao vivo em vídeo.
Um teste anterior em janeiro foi encerrado após cerca de um minuto — tempo muito inferior aos quatro minutos necessários para que os engenheiros coletassem dados suficientes.
A Nasa almeja levar novamente os astronautas norte-americanos até a Lua até 2024, mas o programa SLS está três anos atrasado e com o orçamento estourado em quase US$ 3 bilhões. O último astronauta a caminhar na Lua foi Eugene Cernan, em dezembro de 1972.
O Sistema de Lançamento Espacial deve ir agora ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para integração com a espaçonave Orion, da Lockheed Martin Corp.
Chefia
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, escolheu o ex-senador democrata Bill Nelson, que voou no ônibus espacial Columbia, para ser o próximo chefe da Nasa, anunciou a Casa Branca em um comunicado.
Esta nomeação, que deve ser ratificada pelo Congresso, parece confirmar o interesse de Biden em manter a liderança americana no espaço enquanto a Nasa se prepara para retornar à Lua com seu programa Artemis, enquanto promove parcerias comerciais para missões na órbita terrestre baixa.
Biden também observou que a pesquisa sobre as mudanças climáticas será uma das principais prioridades da agência.
Se for confirmado no cargo, Nelson sucederá Jim Bridenstine, que foi escolhido pelo ex-presidente Donald Trump e deixou o cargo em 20 de janeiro.
A nomeação de Bridenstine foi inicialmente recebida com profundo ceticismo após suas posições políticas controversas quando membro republicano da Câmara de Representantes, incluindo sua oposição ao consenso científico sobre as mudanças climáticas.
Mas ele passou a ser respeitado por sua boa administração da Nasa, e sua experiência no Congresso se provou inestimável na construção de apoio para os objetivos da agência. Ele também mudou sua posição quanto ao clima.
Os comentários estão desativados.