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Mundo Saiba quem é John Hollis, o homem com “superanticorpos” contra o coronavírus

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O resultado da pesquisa indicou que o homem é permanentemente imune ao vírus. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Um escritor americano talvez seja uma das únicas pessoas no mundo que não precisa se preocupar em pegar coronavírus. Isso porque John Hollis, de 54 anos, possui “superanticorpos” contra a doença e as suas variantes, segundo um estudo da Universidade George Mason.

De acordo com a emissora americana NBC, em abril do ano passado, no auge da primeira onda da pandemia, um amigo que mora com Hollis pegou Covid-19. Na época, o homem tinha certeza de que iria contrair a doença e começou a inclusive se preparar para o pior, deixando uma carta para o filho.

No entanto, o escritor não teve sintomas da doença e, tirando uma sinusite que ele sempre teve, não sofreu com nenhum tipo de problema de saúde durante todo o ano de 2020 e começo de 2021.

Tudo foi entendido quando Hollis mencionou o fato para Lance Liotta, professor da Universidade George Mason, nos EUA, onde Hollis trabalha no setor de comunicação. O professor então convidou o escritor para participar de uma pesquisa.

O resultado indicou que o homem é permanentemente imune ao vírus e desenvolveu “superanticorpos” contra a Covid-19. Seu corpo até pode contrair a doença, mas ele é incapaz de ficar doente por conta disso.

“Meu queixo caiu no chão”, explicou Hollis. “Tive que fazer ele me repetir o que disse pelo menos cinco vezes”, completou ainda em entrevista ao canal de TV.

O médico responsável pela pesquisa explicou que os “superanticorpos” atacam ao mesmo tempo várias células da covid-19, impedindo sua propagação. O processo é diferente do que ocorre na maior parte das pessoas, em que os anticorpos não deixam o vírus de contaminar as células do corpo.

E ainda sim, em pessoas com o sistema imunológico comum contra o coronavírus, esse processo demora muito mais, já que o corpo precisa criar esses anticorpos do zero.

Para se ter uma noção de como o corpo de Hollis é eficiente no combate a doença, mesmo que diluído em uma escala de 1 para mil, os “superanticorpos” ainda seriam capazes de eliminar 99% das células de covid-19.

“Fui escritor durante quase toda a minha vida e não poderia inventar uma coisa dessas nem se quisesse”, brincou o homem. O médico ainda comemorou. “O sangue de Hollis agora é uma mina de ouro para estudarmos diferentes formas de atacar o vírus”, explicou.

Vacina

Ao longo de 2020, muito se discutiu sobre a necessidade de pessoas que já tiveram covid-19 tomarem a vacina contra a doença. Com o surgimento de variantes e a possibilidade de reinfecção, especialistas afirmam que essa é a conduta mais correta. “Existem pessoas que foram infectadas duas vezes, inclusive pelo mesmo vírus.

Com as variantes, essa possibilidade é ainda maior. Por isso, é importante que as pessoas que já tiveram a doença sejam vacinadas dentro dos parâmetros preconizados pelo Ministério da Saúde“, explica Euclides Matheucci Jr., co-fundador e diretor da empresa de genética e biotecnologia DNA Consult. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), quem está com o diagnóstico PCR positivo (exame do cotonete) não pode tomar a vacina naquele momento. É preciso esperar a fase aguda da doença passar, cerca de um mês no total, e também a suspensão do isolamento.

Para os assintomáticos, a vacina pode ser administrada normalmente. Quem contrair a covid-19 entre a primeira e segunda dose, como é o caso do cantor Agnaldo Timóteo, também deve aguardar e não tomar a segunda dose. Publicada em 10 de fevereiro, a orientação do órgão diz: “Pessoas com covid-19 confirmada por PCR, incluindo aquelas com início de infecção confirmada por PCR entre uma dose e outra, não devem ser vacinadas até depois de estarem recuperadas da doença aguda e de os critérios de descontinuação do isolamento serem atendidos”.

Para quem já teve a doença, a entidade recomendou que fossem aguardados pelo menos seis meses para a vacinação. Segundo a OMS, quanto mais informações estiverem disponíveis sobre a duração da imunidade após a infecção natural, mais essa orientação pode mudar.

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