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Ciência A Nasa detecta flashes de luz estranhos na atmosfera de Júpiter

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É a primeira vez que o fenômeno é observado em outro planeta além da Terra. (Foto: Reprodução)

Uma equipe de cientistas da Nasa identificou estranhos flashes de luz na atmosfera de Júpiter. É a primeira vez que o fenômeno, conhecido como “evento luminoso transiente” (TLE, na sigla em inglês), é observado em outro planeta além da Terra. O estudo foi publicado no periódico Journal of Geophysical Research: Planets.

Embora já existissem teorias sobre a presença dos flashes em Júpiter, somente agora foi possível confirmar essa hipótese. A descoberta aconteceu graças a um equipamento chamado espectrógrafo ultravioleta acoplado à sonda Juno, que orbita o planeta gasoso desde 2016.

A principal autora do estudo, Rohini Giles, comentou que o equipamento foi originalmente projetado para registrar a aurora do planeta. No entanto, nas imagens observadas pela equipe, foi capturado um flash brilhante de luz ultravioleta. “Quanto mais nossa equipe examinava as imagens, mais percebíamos que Juno poderia ter detectado um TLE em Júpiter”, ela afirmou.

De acordo com Giles, na Terra, esses flashes acontecem cerca de 100 km acima das tempestades e possuem um tom avermelhado, em razão da presença de nitrogênio na atmosfera. Já em Júpiter, que possui uma alta concentração de hidrogênio no ar, as luzes provavelmente se aproximam das cores azul ou rosa.

“Agora que sabemos o que estamos procurando, será mais fácil encontrá-los [os flashes] em Júpiter e em outros planetas”, disse Giles. Essa descoberta, indica a pesquisadora, vai auxiliar em pesquisas sobre a atividade elétrica nas atmosferas planetárias.

Iniciativa privada

A Nasa tem planos para passar a depender dos serviços de comunicação fornecidos por empresas privadas nas missões próximas da Terra. A ideia é que, ao invés de usar satélites de apoio do governo e estações em solo, a agência consiga trabalhar com o setor comercial para realizar missões com amplos serviços de rede por meio do programa Space Communications and Navigation (SCaN).

Para Badri Younes, administrador associado adjunto do SCaN, esse será um novo paradigma comercial que poderá fornecer oportunidades interessantes para a Nasa e a indústria na região próxima à órbita da Terra: “se tivermos sucesso, a Nasa vai poder sair das operações de rotina para focar no aperfeiçoamento das tecnologias de comunicação no espaço e navegação, como a óptica e a quântica, enquanto ajuda a abrigar um mercado mais robusto da comunicação espacial”, diz.

Como um primeiro passo para esse novo modelo, a Nasa liberou as solicitações Requests for Information (RFI) para buscar potenciais fornecedores de comunicações comerciais. Os dois primeiros RFI procuram serviços de comunicação direta com a Terra, comunicação lunar e serviços de apoio à navegação como parte da arquitetura do sistema LunaNet, que vai dar apoio às missões do programa Artemis e à presença humana sustentável em nosso satélite natural. Já uma futura solicitação para demonstrações de comunicação perto da Terra irá focar nas capacidades de apoio na Terra parecidas com aquelas fornecidas pela Space Network.

Todos os dias, a Nasa transmite cerca de 30 terabytes de dados do espaço perto da Terra, que equivale a aproximadamente 98% de todos os dados espaciais da agência espacial por meio de duas redes: a Space Network (SN), que fornece serviços de comunicação de apoio para lançamento de veículos e naves para a órbita baixa da Terra através de uma constelação de rastreamento e satélites de apoio de dados. Já a Near Earth Network a fornece comunicação direta com o planeta através de uma rede global da Nasa e estações em solo.

Ao mudar para os serviços de comunicação comercial, a Nasa vai poder utilizar recursos para focar no desenvolvimento de tecnologia, o que poderá reduzir o custo geral dos serviços de comunicação enquanto há aumento na resposta e disponibilidade da rede: quando a agência espacial atua como simplesmente mais uma entre diversos clientes do mercado comercial, as missões poderão se beneficiar de preços competitivos de diversos provedores de serviço – isso sem falar das vantagens científicas.

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